quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Janeiras

"No dia primeiro de Janeiro e na sua vigília é tradição antiquíssima cantarem as crianças as Janeiras, nas primeiras horas da noite, aos vizinhos e amigos, com o cheiro nuns tostões ou numa manada de figos.(...)

Eis um dos textos mais em uso (...):

Hoje é dia de Janeiro:
Por ser o dia primeiro,
É dia do nascimento
Quando Deus passou tormentos.

Os tormentos estão passados;
Jesus Cristo já vai nado;
Aí vem a estrela da guia;
Onde a Virgem pariria.

Pariu ela em Belém,
numa pobre majedoura;
Majedoura do boi bento,
onde o boi bento comia.

Mula fria resfriava,
o boi bento aquentava;
Maldição te boto mula
Que não pairas vez nenhuma.

E se alguma vez parires,
não vejas sol nem lua;
nem de noite nem de dia
nem ao pino do meio dia.

Glória seja a de Deus Padre
e a de Deus Filho também;
Glória seja a do Menino
Para todo o sempre ... Amen"

in S. Miguel das Aves - monografia, Padre Joaquim da Barca, MCMLIII

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Da Junta de Parochia à Junta de Freguesia 7

Ainda a Capela de Romão e outras capelas

Continuando a percorrer as actas da Junta deparamos com a de 4 de Março de 1906, na qual foi lido um "Requerimento do parochiano José Rodrigues do logar de Romão e outros em que é pedido à Junta para que dê providência sobre uma ramada que sobre o caminho público e defronte da capella do mesmo logar de Romão anda construindo a sra. Roza da Silva Pinheiro do mesmo logar."
Em reunião posterior, de 18 desse mesmo mês, "foi por maioria de votos resolvido que a referida sra. Roza da Silva Pinheiro não podesse ter ramada sobre esse caminho por o mesmo ser a serventia para a capella que ali existe e hoje annexa a esta freguezia de S. Miguel das Aves e por não ter documentos que o contrário provasse. O prezidente declarou que sendo parocho d'esta freguezia há mais de doze annos sempre alli viu no caminho alludido a referida ramada e como, não tendo a Junta da minha presidência projecto algum de melhoramentos no referido caminho, acha violento e sem proveito para ninguém que elle ordenasse a sua remoção e por isso, não querendo prejudicar ninguém se assigna vencido. O vogal Alfredo da Silva Araújo (foto), votando como o prezidente assigna-se também vencido. Os vogais padre António José Ferreira, António José Rodrigues e Joaquim Martins Ribeiro, votaram contra o prezidente e contra o vogal (...) por entenderem que as referidas obras podem mais tarde redundar em prejuízo da freguezia."
A Junta de Parochia seria extinta com a 1ª República, dando lugar a 9 de Novembro de 1910, a uma "Comissão Parochial Administrativa (...) obedecendo às leis do regime actual - República".

domingo, 27 de dezembro de 2009

Fotos antigas

Uma das vantagens da aquisição do Amieiro Galego pela freguesia é a de retomar um acesso ao Rio Ave.
Praticamente já não havia acesso ao Rio Ave.
Noutros tempos podíamos caminhar pela margem em caminhos de pé-posto do Amieiro Galego até à Barca e havia vários sítios por onde aceder ao rio.
Para desfrutar o rio como se fazia há quarenta anos é necessário acessos adequados.
O Amieiro Galego pode ser um deles.

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Boas Festas


quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Amieiro Galego

Foi efectuada hoje, 23/12/2009, a escritura da parcela de terreno onde se situa a nascente termal do Amieiro Galego a favor da Freguesia.

Parabéns aos avenses e aos seus autarcas.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Amieiro Galego

O sr. Dr. Aurélio Fernando, natural de Lordelo e morador em Riba d'Ave escreveu sobre o Amieiro Galego no livro cuja capa se reproduz:
"Águas termais de Amieiro Galego-
Na margem esquerda do Rio Ave que limita pelo Norte a Vila das Aves e mesmo em frente à Central Hidro-Eléctrica de Amieiro Galego, existe uma nascente natural de águas sulfurosas que o público da região e arredores vem utilizando com bons resultados para variadíssimas afecções e a fama destas águas ricas em enxofre estende-se já a uma larga região, não nos sendo possível desenvolver aqui os casos brilhantes de curas extraordinárias, especialmente entre doenças de pele. Situadas mesmo ao lado de uma lindíssima queda de água, num lugar muito pitoresco e turístico, o terreno onde elas são é pertença da grande Empresa Sampaio Ferreira & Ca. Lda. Ora o Conde de Riba d'Ave com seu irmão Alfredo Ferreira, tendo conhecimento de que as referidas águas estavam a ser utilizadas por grande número de doentes que desde o romper do dia, mesmo sem condições de acondicionamento devidas, resolveram levantar ali mesmo um pavilhão ainda que provisoriamente apetrechado com cabines e requisitos sanitários indispensáveis e aberto com êxito ao público. As novas instalações de água quente levaram apreciável número de banhistas às novas termas. Tal sucesso, leva a que a gerência de Sampaio Ferreira & Ca.Lda. cedesse a exploração das referidas águas à Fundação Narciso Ferreira como uma nova fonte de riqueza e valor moral: um novo estabelecimento termal. As novas termas permitiriam os mais variados tratamentos, segundo informação médica, desde doenças epidérmicas às reumáticas e respiratórias. Para uma arrancada definitiva desta empresa muito contribuirá a nova rede que brevemente será empreendida e que ligará Bairro à Vila das Aves e freguesias contíguas. Ainda temos a esperança de que alguém da Fundação ou de outras entidades responsáveis possa valorizar o Vale do Ave ainda mais com a implementação e aproveitamento destas termas".
O livro donde foi retirado este excerto tem data de 2005. Mas é muito provável que este texto tenha sido escrito muitos anos mais cedo. Talvez no final da década de sessenta do séc. XX, atendendo a algumas referências do texto.
Fica o registo.

domingo, 20 de dezembro de 2009

Estranha forma de agir...


Somos pela nossa terra. Somos por tudo o que é da nossa terra.

Mas ser pela nossa terra é também exigir clareza, clarividência e rigor de todos os outros que se supõe serem também pela nossa terra. Vem isto a propósito da Assembleia Geral da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Vila das Aves realizada hoje. As objecções levantadas, relativamente ao processo eleitoral exigiam uma atitude diferente dos Orgãos Sociais.

Foi conscientemente esquecida a alteração estatutária aprovada em Setembro de 2008, na sequência de aprovação anterior de legislação que obrigava a adequação dos Estatutos aos novos preceitos legais e ....
...realizou-se o acto eleitoral, ao que consta, segundo os preceitos dos Estatutos antigos....

Estranha forma de agir...

Um ano de Blogue

Um ano depois, com o mesmo entusiasmo da primeira hora...
Esperando, porém, que outros se disponham a colaborar para melhor acompanhamento da actualidade e debate das perspectivas de futuro.
Toda a colaboração é bem vinda.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Fotos antigas

Passagem de nível com guarda, na EN 105 no lugar de Poldrães.
Fechada para dar passagem à automotora.
Atendendo aos modelos dos veículos visíveis, a fotografia é da década de 60.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Fotos antigas

A foto não é tão antiga que se possa dizer que é uma antiguidade...
O mesmo pode ser dito da foto do "canudo" da traineira.
Antigo é o "canudo", em actividade, neste caso o da Fiatece.
( Estamos a contribuir, seguramente, para a diminuição das emissões de carbono... Mas, à custa da morte de toda uma indústria...)

domingo, 13 de dezembro de 2009

Fotos antigas

Canudo da "Traineira", em actividade cerca do ano 2000.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Quando a Cooproriz comemora 75 anos...

A Cooperativa de Distribuição de Energia Eléctrica de Roriz está a
comemorar os seus 75 anos de existência.
A freguesia de Roriz, provavelmente porque tinha uma cooperativa como entidade proprietária da rede e do serviço escapou à centralização feita nos anos oitenta, que colocou todas as redes sob a alçada da EDP. A Cooproriz conseguiu subsistir e prospera.
A distribuição de energia eléctrica em S. Miguel das Aves era feita pela Junta de Freguesia, que poderia em data próxima comemorar oitenta anos de serviço se este não tivesse sido "engolido" pela EDP.
Saberá alguém fazer o "deve-haver" da entrega da rede e do serviço, sem outras contrapartidas para além do perdão da dívida de dezenas de milhares de contos que a Junta tinha, à época, com a fornecedora EDP?
Só mais um pequeno pormenor: ao que julgamos saber, a integração na EDP foi feita indirectamente, via SMAES (Serviços Municipalizados da Câmara de Santo Tirso) e não se conhece nenhuma deliberação da Junta em que o assunto seja aflorado.
Será que, atendendo ao modo como se passaram as coisas, somos forçados a considerar que ficar a dever as facturas à EDP e gastar a receita da venda de electricidade em terrenos, obras, subsídios... foi um acto de gestão inteligente e precavido?
Só se puder demonstrar-se que não havia outra solução. Roriz e Vilarinho, no concelho de Santo Tirso, tiveram outra solução.

sábado, 5 de dezembro de 2009

Associação de Classe dos Operários da Ind. Textil de Negrelos


Os documentos do Arquivo do Ministério do Trabalho e Solidariedade Social relativos à "Associação de Classe dos Operários da Indústria Têxtil de Negrelos", estão disponíveis aqui .
O requerimento de 1931 que solicita a aprovação dos Estatutos da Associação ( na imagem) foi assinado por José Pinto Carneiro, Francisco Sousa Andrade e Raul Lopes Guimarães.


quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Mobiliário urbano...

A incluir no catálogo das obras de arte?
Ou apenas como pósfascio de documentos ilustrados de campanha eleitoral?
Ou como adenda à obra já inaugurada?

Que é interessante, lá isso é... Mas há que cuidar da relva, para que esta não desmereça a "instalação"...

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Cruzamento - Romance


de Joaquim Ferreira Neto, 1923 - 2003

Ao meu vizinho e grande amigo:

João Pimenta

Edição de 1964

Composto e Imp. na Tip. das Aves


205 Páginas

Livro de estravagantes dramas, para sensibilidades finas e sentidas.
Grande criador de caracteres se afirma Ferreira Neto, sem o minimo de favor.

Com ironia e sarcasmo inventa as personagens, fazendo por vezes diabólicas caricaturas,
e levantando outras vezes padrões humanos de cruciante tragédia.

Romance para ler e recordar, vai ter - disso estamos certos - muito sectários e muitos detractores, mas, será precisamente esse divergir de ideias, esse entrechoque de opiniões o melhor prémio ao seu autêntico valor.

Rui Fontinha

domingo, 29 de novembro de 2009

Fotos antigas

Terraplanagem do campo do Clube Desportivo das Aves, nas Fontainhas, depois designado de Campo Bernardino Gomes, inaugurado em 1932.

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Maleita estranha!



Poda-se!!! Exclamo eu também...
É caso para detective!
Eram nove ou dez árvores(!) que,
sucessivamente e em período curto,
foram desistindo de viver,
naquele lugar - Fontaínhas.
"Levadas" por maleita desconhecida!
Coisa pouco vulgar!
Anda ali mistério...
Ó sr. PJ, faça favor de investigar.
É capaz de ser maleita que,
se não for descoberta a tempo,
pode "levar" muitas outras árvores na freguesia...
Ou será que já tem árvores a mais?...

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Perspectivas

Poda-se!

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Futebol dos Anos Quarenta


Foto curiosa de uma equipa do C.D. das Aves dos anos 40:

Da esquerda para a direita - Augusto Costa, António Melro, Joaquim Ferreira, Domingos Salvador, Pereira Lopes, Joaquim da Fina, Ventura, Toninho Costa, Zeca Patrício, Albano Meireles e Bernardino Violento.

Repare-se ainda nas bancadas do velho Campo Bernardino Gomes...

(Foto retirada do livro Do Fundo do Baú)

domingo, 22 de novembro de 2009

Regulamento de 1847, Fábrica de Fiação de...Vizela

A denominação da Fábrica do Rio Vizela foi inicialmente de Fábrica de Fiação de algodão de Vizela, de acordo com vários documentos publicados em opúsculo publicado pela Câmara Municipal de Santo Tirso nos 150 anos da fundação da fábrica. É dessa publicação a fotografia ao lado, do Regulamento Interno de 1847.
Neste se estabelecem as regras de funcionamento, sendo de destacar:
"Artigo 1º (...)
4- Os operários não podem entrar com cestos ou outra coisa qualquer coberta ou embrulhada e serão apalpados e revistados no acto de saída pelo director ou quem ele designar.
5- se algum operário sair com alguma coisa pertencente à fábrica será preso em flagrante e conduzido à autoridade competente para ser processado e punido na forma das leis.
6 - No caso do director não ter passado a primeira revista, poderá passar segunda e achando que algum operário leva consigo coisa pertencente à fábrica, procederá contra ele e contra o primeiro revistador ou apalpador na forma do número 5.
7 -Todos os operários, antes de largarem os engenhos, são obrigados a sacudir os seus vestidos e aproveitar o algodão que deles cair.(...)
14 - São obrigados os operários a declarar o nome do que cometer qualquer malfeitoria ou causar qualquer prejuízo à fábrica, sob pena de ficarem solidariamente responsáveis.(...)
15 - Todo o operário que aprender a trabalhar na fábrica voluntariamente saindo ou sendo expulso dela por qualquer falta que cometa não poderá trabalhar em outra fábrica de fiação de algodão estabelecida em Portugal senão dois anos depois de ter saído desta. O que fizer o contrário pagará uma indemnização igual a dois anos de trabalho efectivo.
16 - Qualquer aprendiz de fiandeiro na primeira semana da sua entrada, não ganha nada, é para contento, e daí por diante ganhará segundo a sua habilidade. Este artigo fica ao arbítrio do Conselho pô-lo ou não em execução.
Artigo 2º
O director, ou quem suas vezes fizer, pode livremente expulsar do trabalho da fábrica qualquer operário que contrariar as disposições deste regulamento e contrato feito com todos e cada um dos seus operários.(...)
Artigo 5º
Pede-se à autoridade competente que aprove e mande registar nos arquivos públicos do Concelho este Regulamento e prestar o auxílio necessário ao Director, ou quem suas vezes fizer, para o fazer respeitar e executar."

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Regulamento da Fábrica do Rio Vizela, 1910 (8)

Serralheria
1) Os serralheiros deverão estar sempre preparados para receber qualquer peça que venha ter à oficina e dar solução às reparações e outros serviços que reclamem a sua assistência. (...)
a) Compete ao fogueiro:
1) Vigiar com a máxima atenção o funcionamento das caldeiras, não as deixando cair de pressão nem subir exageradamente, durante as horas de trabalho, para evitar interrupções.
2) Conservar sempre em bom estado todas as pastas das caldeiras em serviço, atendendo à limpeza, à conservação das fornalhas e principalmente ao bom funcionamento dos tubos de nível e das válvulas de segurança.
3) Pesar ou mandar pesar ao ajudante todos os dias o carvão a gastar, e quando seja preciso para a avaliação dos combustíveis pesar as escórias que se retiram cada dia.(...)
6) Fazer ou mandar fazer limpeza no cinzeiro do economizador todos os sábados, e quando julgue conveniente visita nas condutas gerais e dentro das caldeiras, avisar o mestre geral da serralharia, para que este, de acordo com o fogueiro, destine o serviço.
b) Compete ao maquinista:
1) Vigiar com a maior atenção possível o funcionamento da máquina do vapor e seus acessórios.(...)
3) Vigiar a lubrificação em todos os copos.
4) Fazer os empanques tanto da máquina como da bomba e do condensador. (...)
c) Compete ao turbineiro:
1) Vigiar pelo bom funcionamento da turbina, do regulador da mesma e dos bronzes principais do movimento.(...)
4) Auxiliar o maquinista nos engates e desengates das uniões de atrito.

domingo, 15 de novembro de 2009

Regulamento da Fábrica do Rio Vizela, 1910 (7)

Azeitadores
Disposições especiais

I- Linha d'eixo
1) Todos os azeitadores devem vigiar com atenção e regularidade os bronzes de que estão encarregados, não deixando aquece-los por descuido ou por falta de limpeza e lubrificação. (...)
4) Quando seja preciso botar ou retirar correias ou cabos, devem avisar e auxiliar os empregados encarregados destes serviços.

II - Máquinas
1) Os azeitadores devem vigiar com atenção e regularidade todas as partes do maquinismo que precisem de ser lubrificadas, não deixando por descuido encravar ou aquecer as peças de forma a produzir-se a interrupção do trabalho.(...)

Engomadeiras
I - Engomadeira de teias
Aos empregados desta máquina compete:
- Ter o maior cuidado com a percentagem das gomas, aproximando o mais possível das indicações dadas.
- Aproveitar o mais que seja possível as teias até ao final.(...)

II - Engomadeira de fazendas
Aos empregados desta máquina compete:
- Ter o maior cuidado com a percentagem das gomas.
- Atender sempre aos tipos das fazendas, para regular uniformemente.
- Não desperdiçar gomas.(...)

Tinturaria
(...)
4) Os horários da Fábrica são os mesmos para esta oficina, exceptuando-se os serões.
a) Quando sejam, porém, necessários os serões, os tintureiros são obrigados a fazê-los, sem remuneração.
5) Quando seja preciso, em dias fora do trabalho, estender ou recolher algodões tingidos cujas cores necessitam de certos cuidados, o mestre geral indicará aqueles operários necessários para efectuar esse serviço, sendo-lhe pago o tempo de trabalho. (...)


sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Regulamento da Fábrica do Rio Vizela, 1910 (6)

Tecelagem, disposições especiais (cont.)
(...)
10) O tecelão deve fazer o possível para a boa execução da obra, atendendo:
- não fazer pegados;
- não trabalhar com fios faltos;
- não deixar passar nas obras em xadrez fios a mais ou a menos;
-não dobrar os fios das ourelas;
- conservar a tiranteza precisa;
- não trocar as tramas em número e cor. Quando estas tramas sejam manchadas avisar o encarregado ou mestre geral;
-limpar a obra o melhor que for possível com as tesouras e as pinças.
(...)

I - Urdideiras

1) Deverá haver o cuidado de urdir sempre as teias do mesmo comprimento com a aproximação de 1 a 2 metros.
2) Não trocar as carretas no número de fio e na cor; arrumar sempre as carretas e não as atirar ao chão.
(...)

II - Encarretadeiras, caneleiras, torcedores

1) Cumpre desperdiçar o menos algodão possível; todos os dias os desperdícios de cada um serão apresentados ao encarregado destas máquinas.
(...)

III - Remetedeiras
1) Deve haver todo o cuidado em remeter as teias conforme as amostras entregues; quando haja erro e esse erro seja de quem está a remeter, terão de remeter novamente a mesma teia
(...)

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Regulamento da Fábrica do Rio Vizela, 1910 (5)

Tecelagem
Disposições especiais
1) Não é permitido ao tecelão sair do seu tear senão por necessidade urgente. Haverá organizado um serviço permanente de canelas cheias e vazias a entregar e a retirar.(...)
2) Não é permitido ajuntamentos nas retretes.
3) Não é permitido dentro das oficinas ler livros, jornais ou papeis escritos ou distrair a atenção da obra que tem no seu tear..
4) Quando acabar a teia e depois de limpar o tear e varrer o lugar da máquina, é permitido ao tecelão sair, avisando o mestre geral ou encarregado na ausência daquele. O mestre ou encarregado marca a que o operário tem de voltar para nova teia. (...)
6) Aa teias serão distribuídas à vez, conforme forem acabando nos teares. Mas acabando dois ou mais teares ao mesmo tempo, intervirá o mestre geral para indicar o serviço.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Regulamento da Fábrica do Rio Vizela, 1910 (4)

"Fiação
Disposições especiais
I - BATEDORES
1) Os operários desta secção deverão conservar as máquinas limpas e bem lubrificadas (...)
2) As mantas deverão ser diariamente pesadas (...)
II - CARDAS
(...)
2) Pelo menos cinco vezes ao dia se efectuará a limpeza das cardas.(...)
III -LAMINADORES ( Primores)
1) Cumpre aos operários empregados nestas máquinas vigiar que não se interrompa o serviço por falta de mecha das cardas e conservar as máquinas limpas e bem lubrificadas (...)
IV - TORCES
(...) 2) É preciso alternar e dispor as maçarocas de forma a não acabarem ao mesmo tempo nas estantes.
3) Não deixar nunca cair no chão as bobines nem as meter para debaixo das máquinas.
4) Os pedaços de mechas e restos de algodões que se retiram das máquinas serão guardados em bolsos nos aventais e lançados em caixas próprias.(...)
6) Quando as máquinas atirantam ou deslaçam as mechas, não devem os operários apertar ou desapertar o registo, mas chamar o encarregado para mudar a roda.
7) é proibido colocar as maçarocas em cima das tampas das solainas.(...)
10) Todos os sábados e vésperas de dias santificados devem ser aliviados os ganchos das solainas.
V - CONTÍNUOS, TORCEDORES E JUNATADEIRAS
1) Os operários destas máquinas deverão ter o máximo de cuidado com o serviço, de forma a não deixarem fios partidos, vigiar que não estejam fusos parados por falta de cordões e que as máquinas sejam limpas e bem lubrificadas. (...)
5) É proibido colocar as maçarocas a prumo e de forma nenhuma em cima das mesas das máquinas.(...)
VI - DOBADOURAS
(...) 2) Quando se dobar fio de nº. 8 para cima deve se alternar e dispor as bobinas ou canelas de forma a não se acabarem todas ao mesmo tempo.(...)
4) É preciso apanhar sempre os dois fios extremos da cadilha e juntar com o fio do encadilhamento.
5) Do fio nº 8 para cima, nunca deverá a cadilha ter menos de sete estalos.
6) Cada dobadeira levará à mesa da maçaria a sarilhada que tiver pronta, sendo pesada à vista da mesma.
VII - PRENSAS
1) Os operários destas máquinas e os que se empregam nos ganchos deverão olhar pelo bom andamento do serviço, não deixando misturar fio, trocar números e ter a maior atenção com o peso dos maços.(...)
NOTA IMPORTANTE - É proibido atirar ou jogar bobinas, canelas, carretas ou qualquer peça."

( Parece que a tecnologia básica se manteve inalterada, mas há algumas palavras a pedir explicações: sarilhada, estalos, cadilha, solainas,...)

Da Junta de Parochia à Junta de Freguesia 6

A Junta da Paróquia e as Igrejas de Romão e de Sobrado (2)

Ao que parece, o povo estava interessado em recuperar a igreja de Romão, então em ruínas. Não sabemos por que motivos o abade da freguesia se opunha a isso, mas calculamos que não deveriam ter nada a ver com a fé, antes com outros interesses mais palpáveis, materiais, talvez o receio de que com a restauração os fiéis começassem a ter ideias... Lembremo-nos que Romão e Sobrado tinham sido, não havia muitos anos, duas freguesias...
A corrente dentro da Junta que defendia as obras (e que já tinha demonstrado estar contra os processos do abade ou este contra eles), não desiste e em reunião de 7 de Agosto de 1898, delibera-se "reedificar a capella mor da egreja de Romão" por cincoenta mil réis". Estas obras viriam a terminar no final desse mesmo ano.
A pedra que restou destas obras viria a ser transportada para "o terreno solto junto da caza da aula" (em Quintão), pedra essa que serviria para fazer "o alinhamento separando o terreno expropriado pela Junta, do terreno do caminho de servidão dos consortes da agra da portella".
Em 21 de Maio de 1899," a Junta deliverou que achando-se riedificada a capella-mor da egreja de Romão e que sendo necessário colocar-se-lhe um piqueno altar (...) deliverou-se que sem perda de tempo se pedisse authorização respectiva para a construção do dito altar(...).
Apostada em tornar a capela de S.Lourenço de Romão, funcional, a Junta volta a deliberar, em 17 de Setembro deste mesmo ano, que "a madeira de um confecionário que se acha na secretaria fosse applicada para as portas do adro da capella de Romão, ou em outro qualquer reparo da mesma capella." Nesta reunião, foi deliberado ainda "consertar algumas alenternas pertencentes ao culto, (...) satisfazer a importãncia de dourar dous calix (...) mandar consertar algumas opas vermelhas e brancas, ficando encarregado o thesoreiro de mandar fazer os ditos consertos."
Quanto à capela de Sto André de Sobrado, (Foto) as actas referem que, na reunião de 7 de Janeiro de 1900, "foi presente um requerimento de vários moradores na aldeia, ou antiga freguezia de Sobrado, hoje annexa a esta de S Miguel das Aves, pedindo para que esta Junta lhe conceda que um sino piqueno existente na torre d'esta parochial egreja, seja collocado na sineira da egreja da dita, antiga egreja de Sobrado...".

domingo, 8 de novembro de 2009

Regulamento da Fábrica do Rio Vizela, 1910 (3)

"DISPOSIÇÕES GERAIS
1) No acto de admissão de qualquer operário, ao entrar pela primeira vez nas oficinas, os mestres gerais lerão ou mandarão ler este Regulamento. (...)
3b) Quando qualquer operário não se conforme com uma ordem que lhe seja dada pelo mestre ou encarregado, deve cumpri-la, ficando-lhe todavia ressalvado o direito de apresentar a sua queixa ou reclamação verbal no escritório, ou por escrito na Caixa de Queixas, que só poderá ser aberta pela direcção.(...)
10) Quando dentro da oficina forem encontrados dois ou mais operários conversando e sem atenderem ao trabalho, o mestre geral ou qualquer dos encarregados deverá pela primeira vez adverti-los e à segunda fazê-los retirar para fora do recinto da fábrica.(...)
12) Em caso de doença justificada será conservado o tear ao operário que nele trabalhe, quando a doença não exceder dois meses e prolongando-se a doença por mais de dois meses, se fará o possível por lhe conservar o tear mais alguns dias.
a) pelo facto de não se poder conservar o tear ao operário doente, este não deixará de ser admitido na fábrica quando a sua doença terminar. (...)
14) São considerados serviços extraordinários todos os que forem feitos fora das horas regulamentares do trabalho e, portanto, àqueles operários que trabalharem nestas condições ser-lhes-á pago o serviço e o tempo. (...)
19) É proibido aos mestres, contra-mestres e encarregados bater nos operários e ainda menos nos menores.
( Esta última disposição só indicia que bater nos operários seria coisa vulgar. E talvez ainda mais nos menores...)

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Regulamento da Fábrica do Rio Vizela, 1910 (2)

"Todos os dias de trabalho, pela manhã, 30 minutos antes da hora de entrada, haverá um sinal de prevenção feito pelo silvo de vapor prolongadamente.
Antes 15 minutos da hora justa de entrada, haverá dois sinais de prevenção feitos pelo silvo de vapor, prolongadamente.
Antes 5 minutos da hora justa de entrada, haverá ainda um sinal de aviso; e à hora justa de entrada, marcada no horário, haverá o último sinal.
Os porteiros das diferentes oficinas deixarão entrar os operários com tolerância de 3 minutos. Passados os 3 minutos de tolerância, qualquer operário que queira entrar pagará 20 reis por um atraso de 1 a 5 minutos e 40 reis por um atraso de 6 a 10 minutos. Estas multas reverterão a favor da Associação de Socorros dos Operários.
Exceptuam-se as mulheres com filhos de peito, que terão a tolerância de um quarto d'hora, depois do último toque de sineta."

( O "silvo do vapor" é o "toque do canudo" do povo, que definiu as horas locais durante décadas. Só ao domingo não tocava o canudo...)

Regulamento da Fábrica do Rio Vizela, 1910

Horários
Fica havendo dois horários a funcionar durante todo o ano: Horário de Verão (25 de Março a 24 de Setembro) e Horário de Inverno ( de 25 de Setembro a 24 de Março).

Horário de Inverno: Entradas todos os dias da semana - 7 horas da manhã. Saídas todos os dias da semana, menos sábados - 7 horas e meia da noite. Saídas aos sábados: 3 e meia horas da tarde - param os motores às 2 e meia horas da tarde, para limpeza.
Refeições: Almoço, das 8 e meia às 9 horas da manhã. Jantar, da 1 às 2 horas da tarde, menos aos sábados, em que não haverá jantar.

( Por aqui também se vê que o almoço e o jantar já não são o que eram...)

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Contrastes

Alminhas, Sobrado.
( " Nas (alminhas) de Sobrado, que são as melhores e que ficam do lado direito do portal da Quinta das Almas (...) representam-se as almas do Purgatório a serem salvas por Nossa Senhora do Carmo".)




Alminhas, Freixieiro.
( " Das de Freixieiro ainda resta o nicho, mas vazio, na casa da Laurinda Bica").

( citações de "S. Miguel das Aves, Monografia", do Padre Joaquim da Barca)

domingo, 1 de novembro de 2009

Posse da Junta e da Assembleia de Freguesia

Tomaram posse os cidadãos eleitos para a Assembleia de Freguesia e foi eleito o executivo da Junta e a Mesa da Assembleia. A cerimónia decorreu ontem, dia 31, na Junta de Freguesia.
O Executivo, presidido por Carlos Valente, é constituído por Óscar Ferreira, Elisabete Faria, Adílio Pinheiro e Cláudia Sousa. A mesa da Assembleia de Freguesia é presidida por Américo Luís Fernandes e tem como secretários José Patrício Correia e Maria Henriqueta Alves. São membros da Assembleia pelo PSD os seguintes cidadãos: Manuel Joaquim Monteiro, Rui Baptista, José Manuel Machado, Rafaela Torres, Júlio Torres e Vítor Martins. Pelo Movimento Unir para crescer foram empossados Joaquim Pereira e Sara Catarina Silva e pelo PS Luís Lopes e Bernardino Certo. Usaram da palavra em discursos de circunstância, para além dos presidentes da Junta e da Assembleia, Bernardino Certo, Sara Catarina Silva e José Manuel Machado. Largas dezenas de pessoas estiveram presentes na sessão.

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Ainda os efeitos da tralha

OS BURACOS


Não é por birra nem para chatear mas o que é facto, é facto, contra ventos e marés...
Prometido é devido!
Feito o zooom eis os buracos bem nítidos.
São pormenores dir-se-á. O problema é que, nesta terra, felizmente, parece haver cada vez mais gente que lhes dá valor...

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Verdeal (2)

O recorte é de um Boletim Informativo da Junta de Freguesia de Vila das Aves datado de Outubro de 1997.

É sabido que as obras do Caminho de Ferro foram motivo óbvio de atraso na elaboração de ideias para a Quinta adquirida pela Câmara Municipal e que houve uma redução significativa do espaço disponível por cedência à Refer da área necessária aos arruamentos. Mas... Há ou não um projecto? A ideia inicial mantém-se ou já foi reformulada?
Curiosa é a forma como no texto de 1997 é caracterizado o Rio Vizela: "despoluído", com aspas e tudo...
Triste sina de um rio que, passados estes anos, continua poluído ( sem aspas) e nada convidativo à fruição das suas margens.
Na foto, é visível o "outdoor" já anteriormente apresentado. A sua colocação terá sido em 1997 ou ainda antes.




domingo, 25 de outubro de 2009

Da Junta de Parochia à Junta de Freguesia (5)



A Junta da Parochia e as Igrejas de Romão e de Sobrado (1)

Da leitura das Actas das reuniões da "Junta da Parochia" podem retirar-se alguns registos relativos à extinta Paróquia de Romão e mais propriamente à sua igreja, de que só resta o cruzeiro.
Assim, a primeira referência data de 23 de Dezembro do ano 1894, em que é aprovada a venda de dois altares da igreja de Romão "a apodrecer e a deteriorar-se completamente" e um sino da igreja de Sobrado "rachado em estado de se não poder fazer uso" e de dois castiçais velhos, também da igreja de Romão.

Mais tarde, a 13 de Fevereiro de 1898, fica-se a saber que foi proposto "se retirasse as árvores e vides existentes no terreno do adro da extinta egreja de Romão, visto achar indecente que num adro ou terreno donde se achão sepultados vários corpos esteja naquellas condições".
Esta proposta foi apresentada pelo vogal Narciso Ferreira Marques. O presidente (o pároco) não concordou mas as referidas árvores e vides acabaram por ser postas à venda em hasta pública.

Em 10 de Julho deste mesmo ano, o mesmo vogal, Narciso Ferreira Marques propõe (e é aprovado) que há "necessidade de reedificar a capella mor da extincta egreja de Romão annexa a esta freguezia". O presidente - abade Adriano Fillipe Moreira da Silva - de novo se opôs a esta ideia de obras nas capelas por as achar "desnecessárias".

sábado, 24 de outubro de 2009

Verdeal

O "outdoor"ainda permaneceu algum tempo enquanto arrancavam as obras de remodelação da Linha de Guimarães. Depois, sumiu-se...
A Quinta do Verdeal é da Câmara Municipal e foi adquirida para Parque de Lazer... Foi feito, ao que se sabe, um projecto, do qual nada se sabe...
Todos os partidos candidatos às eleições autárquicas locais referiram a Quinta do Verdeal. Todos os partidos representados na Assembleia de Freguesia referiram o Verdeal: "resolução definitiva do projecto", "requalificação da quinta", "reapreciação do projecto"... Perante tais posições pode esperar-se algum consenso para discutir o assunto juntamente com a Câmara de modo a encontrar uma solução?

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

De Tralha em Tralha

Levantada a tralha, ficam os buracos onde fora implantada até, quem sabe, ser outra tralha de novo colocada. E assim se vão multiplicando os buracos e degradando cada vez mais os poucos (e maus) passeios desta terra.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Sinais.

Retirada a sinalética de obras inauguradas, resta a confusão da sinalética comercial e urbana...

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Fotos antigas

Cruzamento de combóios a carvão na estação de Vila das Aves - Negrelos, numa época (relativamente) recente em que a Linha de Guimarães era um museu vivo...

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Rampa - poesia

de Joaquim Ferreira Neto, 1923 - 2003

Ao ilustre amigo e conterrâneo:

Monsenhor José Ferreira

Edição de 1964

Composto e Imp. na Tipografia das Aves


40 Páginas

IX

O silêncio,
as crianças, os rios e as flores;
a poesia, as aves e as estrelas;
O sorriso, a ilusão, a primavera e as fontes;
São o mundo imensurável
da beleza perene

O super-mundo

O mundo que só os poetas atingem,
no seu acontecer de gestos
que não trazem
a vida estudada, mistificada,
nas horas que os relógios
não contam.

Pudesse o outro mundo,
o mundo sujo,
o mundo do barulho, dos interesses,
da hipócrisia, da ambição, da bajulice,
da vaidade, do ódio, da mentira e da miséria,

compreende-lo em toda a sua plenitude

Então

até no sabugo, no lôdo dos pântanos,
se recriavam as plantas
da verdade,
e todos os homens se viam irmãos
e se espelhava o Céu.

domingo, 18 de outubro de 2009

Contrastes....

Há um enorme contraste entre a rapidez com que foram retirados quase todos os cartazes de propaganda eleitoral...

...e a permanência de sinais indicativos de trânsito cortado em obras de obrigatória inauguração pré-eleitoral...
( Talvez se explique: o lapso de tempo correspondente à presença da sinalética após a abertura da obra ao trânsito pretenderá, eventualmente, "compensar" o período em que, tendo sido iniciadas as obras, nenhuma sinalética prevenia os automobilistas do corte da rua...)




quinta-feira, 15 de outubro de 2009

"Por minhas mãos me turvei"...


Sobre as eleições autárquicas, devo dizer que
nunca disse desta água não beberei...

Importa recordar também que ninguém se banha duas vezes na mesma água do rio...

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Contrastes...

O agradecimento eufórico de há 15 dias por 47%...


... contrastando com o silêncio comprometido, sobretudo o de certos comentadores "digitais", perante 18%... ou perante 57%...

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Contrastes...


Claro...


Escuro?

domingo, 11 de outubro de 2009

Autárquicas 2009

Resultados das autárquicas 2009 na Vila das Aves:

Assembleia de Freg. / Assembleia M. / Câmara Mun.
PSD - 2995 (57,4%) -------- 2551 ---------- 2494
UPC - 981 (19,1%) ---- -------- ----------
PS ----- - 960 (18,% ) -------- 2052 ------.-- 2226
PCP-PEV - 136 (2,6%) ----- 244 ------- 168
votantes 5151 (33,7%)

Os números da Assembleia de Freguesia perspectivam 9 mandatos para o PSD e 2 quer para a UPC quer para o PS.

Nas autárquicas de 2005, para a Assembleia de Freguesia, o PSD teve 2882 votos (8 mandatos), o PS 1711 votos ( 5 mandatos) e o PCP-PEV 233 votos

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Para memória futura...

As listas concorrentes à eleição da Assembleia de Freguesia nas eleições autárquicas de 2009 (11 de Outubro).