segunda-feira, 6 de abril de 2009

Obliterar...


No dicionário, a definição de "obliterar" é:
Fazer desaparecer uma coisa, pouco a pouco, até que dela não fique nenhum vestígio.
Na estação dos combóios, onde se situa a maquineta da foto, não se percebe bem o que seja obliterar... Devia ser devidamente esclarecido o que pretende a CP com a maquineta.
Na vida real, vamos obliterando muita coisa, isto é, esquecendo, a pouco e pouco...
Um dos objectivos de um sítio como este é reavivar memórias, ao mesmo tempo que se registam os factos. Por isso, depois de lido aqui , ficando assim registado, o relato dos "Investimentos em dia de aniversário", e de ter reparado que o Sr. Presidente da Câmara classificou a "artéria agora aberta como verdadeira alternativa à Avenida Comendador Silva Araújo" não posso deixar de realçar duas ideias. A primeira é que a nova rua vai ter que ser alternativa porque, por motivo de obras, a avenida será encerrada... A segunda ideia é que, fora isso, nenhuma comparação é possível entre as duas artérias e falar de alternativa é retórica pura. É que, para que se não esqueça, a Avenida Silva Araújo foi a maior ousadia que uma freguesia rural como era S. Miguel das Aves podia ter tido há mais de 70 anos! Em 6 de Maio de 1937, escrevia assim, no Jornal de Santo Tirso, o Padre Joaquim da Barca: " Já foram encetados estudos para a elaboração do projecto da avenida de Poldrães à Tojela: largura, 14 metros, com passeios de 2,5 metros e faixa de rolagem de 8,5 m". E em 24 de Dezembro do mesmo ano: "parece que pela sua grandeza causou mossa no ânimo de alguns funcionários das instâncias por onde tinha de passar o projecto da avenida de Poldrães à Tojela".
Não conhecemos os pormenores técnicos da obra inaugurada, mas basta passar para ver que o que foi construido agora não tem nada a ver. E a nossa curiosidade sobre "a construção da Avenida de Paredela a Cense, iniciada a 31 de Março último, e que vai custar, na 1ª fase, 243 mil euros" e de que, já agora, se podia ter "inaugurado" o arranque...é precisamente saber se ... tem características de verdadeira avenida...A ver vamos...

domingo, 5 de abril de 2009

Festas da Vila...



54 anos de Vila, com arraial, pela primeira vez, em espaço próprio da Junta de Freguesia.


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sábado, 4 de abril de 2009

4 de Abril de 1955


A notícia foi publicada assim no "Jornal das Aves".
"É elevada à categoria de Vila a povoação de Aves, sede da freguesia do mesmo nome,..."
4 de Abril de 1955 é a data do decreto.

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Fotos antigas


Esta foto dos anos cinquenta do sec. XX comprova que o Largo da Tojela era, antigamente, um triângulo onde chegavam os caminhos de Luvazim, da Igreja e da Ponte.
( Se o caminho de Luvazim não tivesse sido deslocado um pouco para sul, como se pode deduzir que foi, o espaço disponível para o emprendimento que por estes dias começou seria um pouco maior... Se seria melhor, não podemos saber...porque também não sabemos o que dali vai surgir...)

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Um sinal em branco


A existência de um espaço em branco na sinalização direccional deixa-nos liberdade de escolher onde ir?
Ou diz-nos para ir, não importa para onde?
(Concretamente, neste fim de semana de Festas da Vila, podemos escolher entre corresponder aos convites inaugurativos (e outros) que nos entram na caixa do correio e as festas que inauguram o espaço privado da Junta de Freguesia?
Não deveriam ir,estes eventos, deliberada e abertamente, na mesma "direcção"?
Não deveriam ter, explícito ou subentendido, o mesmo sentido?)

Há sinais claros de que não têm.

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Sugestão de promessa eleitoral


A Ponte de Caniços, por onde passava o combóio a vapor da foto publicada antes, está para a Linha de Trofa-a-Fafe como a Ponte Dª. Maria para a linha do Porto a Lisboa: é património, é monumento.
E pode ser útil. Assim prometam os candidatos de dois municípios que, para certas coisas, se voltam as costas um ao outro e ambos à Refer, dona da coisa. Acessos, protecções laterais, pequenas coisas... Vejam lá... Mas não fiquem pelas promessas.

Fotos antigas


Encontrámos esta foto aqui. É o blogue de um avense amante de livros, da escrita e da poesia, que, assinando por João Filipe, terá de assumir a responsabilidade de desvendar o nome próprio: não serei eu a fazê-lo...
Um blogue a visitar, tanto mais que já arranjou outras preciosidades fotográficas...

segunda-feira, 30 de março de 2009

Um conto histórico, Afonso Henriques, Bouças do Rex e etc.







A resposta ao historiador vimaranense (creio tratar-se de indivíduo com trabalho sério no que respeita à história da cidade de Guimarães) que hoje se publica dá conta da extensão da polémicaMas é bom de ver que não há senão um conto, apoiado no desonhecimento e na falta de provas sobre o local de nascimento do nosso primeiro rei de Portugal e também no conhecimento de hipóteses diversas que contrariam a tese dos vimaranense, relativas a vários lugares em território do reino de Leão.
O Dr. Queiroz "remata" a discussão para o campo do adversário de um jeito quase surreal: "sabe de algum argumento sólido, indiscutível, irrecusável, que prove que o meu conto é pura fantasia?".
Na verdade, só a prova indiscutível de ter sido outro o lugar do sucedido poderá ser resposta a um tal desafio... Mas ainda acrescenta um "E se fosse?", garantindo-nos que, afinal, nada temos a perder ( tal como nada ganhamos...) com isso.

Um conto histórico, Afonso Henriques, Bouças do Rex e etc.


O "Conto histórico" que o Dr. Alfredo Queiróz publicou no "Jornal das Aves" de 26 de Março de 1955 teve reacções na imprensa vimaranense, nomeadamente no "Notícias de Guimarães". A resposta contundente do Dr. Queiróz foi publicada no "Jornal das Aves" de 30 de Abril de 1955.
(Nota: o texto da resposta não está completo. Espero obter rapidamente o que falta...)

sábado, 28 de março de 2009

Memória

quarta-feira, 25 de março de 2009

Um conto histórico, Afonso Henriques, Bouças do Rex e etc.


Neste ano de 2009 comemoram-se 800 anos do nascimento de D. Afonso Henriques, o primeiro rei de Portugal. Já tencionava trazer à memória dos nossos conterrâneos a história do "conto histórico" que o Dr. Alfredo Queiroz publicou no "Jornal das Aves" em 1955, para desfazer alguns mitos e colocar a questão na correcta dimensão em que a colocou o autor.

Como o Prof. Pacheco, na sua coluna do "Entre-Margens" saído hoje, recorda a memória do Dr. Queirós como "homem de uma honestidade intelectual tocante", o que eu subscrevo sem qualquer reserva, e recorda como "hipótese" aquilo que não passou de um conto, apoiado, isso sim, na certeza de que ninguém sabia onde nasceu o rei Afonso, achei por bem procurar os papéis e reproduzi-los...



Assim poderão todos conferir o que foi escrito e daí retirar as ilações devidas.

segunda-feira, 23 de março de 2009

Papeis velhos (1)


Convite para a festa de distribuição de prémios escolares em S. Miguel das Aves(1933)