Antes da instituição dos Prémios Escolares por José da Silva Araújo,referidos aqui já havia tradição de prémios escolares, como já se verificou aqui , de iniciativa da Junta de Freguesia. Os prémios escolares de 1933, distribuídos na festa a que se refere o convite publicado, foram:
Prémio Conde de Vizela, para Augusto da Silva Costa ( 300$) , Quitéria Magalhães (200$),Maria de Jesus Faria (100$), Adolfo Leão, Joaquim Costa, Diamantino Ferreira, António Azevedo Carvalho, Alberto Oliveira, Domingos Pereira e Rita Castro (50$) e o prémio Junta da Paróquia para Blandina Coelho, Gracinda Ferreira e Maria Alice Couto.
Esta informação consta da notícia publicada no Jornal de Santo Thyrso de 23 de Maio de 1933.
Creio podermos garantir que a iniciativa foi da Junta presidida pelo Sr. Bernardino Ferreira e os prémios Conde de Vizela um donativo do próprio.
Registe-se o papel da Junta junto das escolas.
Tombo que se vai fazendo das coisas e dos factos do presente e do passado de Vila das Aves
terça-feira, 28 de abril de 2009
domingo, 26 de abril de 2009
José da Silva Araújo e a Educação

Foi recentemente referido neste blogue o nome de Silva Araújo, a propósito da Avenida que tem o seu nome. Não foi ainda referida a justificação da atribuição do seu nome à Avenida: a seu tempo havemos de disponibilizar a informação de que dispomos.
José da Silva Araújo, nasceu em Romão em 5 de Junho de 1856, fez fortuna no Brasil, para onde emigrou ainda criança e onde faleceu em 10 de Outubro de 1937 (informações recolhidas em Fernando Marques de Oliveira, "Vila das Aves, Elementos para uma monografia", 2005).
Referiremos, por agora, a instituição de prémios escolares, através da publicação (e transcrição) parcial de um documento cativante na visão que transmite sobre a educação.
A carta datada de 20 de Julho de 1937 é dirigida ao sr. João Bento Padilha, Silva Araújo refere que "tendo realizado a operação de crédito (...) de que lhe falei na minha última carta, de maneira que fico assim habilitado a pôr em prática o meu projecto referente a instituição dos prémios anuais que desejo conferir aos alunos das escolas da freguesia e assim sendo (...) aqui vou expor a maneira que me parece mais acertado de o realizar.
Na referida casa bancária (...) acham-se à vossa disposição (...) sob condição inalienável, com os juros que se vencem nos meses (...) de cada ano, ficando a Junta autorizada a receber os referidos juros, os quais serão destinados aos seguintes donativos anuais e perpétuos:
Oito prémios de 200$00 para cada aluno que melhores notas obtiverem nos exames anuais e em cada uma das quatro escolas da freguesia, agora em funcionamento, sendo 4 para alunos do sexo masculino e 4 do sexo feminino. Oito prémios de 50$00 para os alunos e alunas que obtiverem o segundo lugar nos respectivos exames, como acima.
Os referidos prémios terão a seguinte denominação:
O primeiro prémio (...) terá o nome de "José da Silva Araújo" por gratidão ao meu 1º professor, antigo mestre de escola na pequena aldeia de Lobasim. Como não tenho a certeza se José era o seu primeiro nome, pois já era falecido quando parti para o Brasil, peço o favor de indagar com o meu primo Sr. Alfredo da Silva Araújo, que por ser neto do falecido, melhor lhe poderá informar, de maneira que quer seja José ou outro qualquer é intenção a este homem que devem ser conferidos os prémios.
Eu apesar de ter usado o seu sobrenome, por motivo do meu falecido pai ter sido criado junto a essa família, por ser exposto, sempre foi muito estimado por todos os seus descendentes que até o tratavam como irmão.
Os segundos prémios (...) terão o nome de "António Martins Ribeiro", homenagem que presto ao meu último professor já também falecido, irmão do meu bom e velho amigo o Sr. José Martins Ribeiro e como há um sobrinho do mesmo nome convem declarar a sua paternidade.
Os terceiros e quartos prémios de 200$00, sendo 100$00 para cada professor e por cada uma das 4 escolas, para roupas e calçado aos alunos mais necessitados, terão os nomes de "Fernando Exposto e Maria de Oliveira", homenagem de gratidão que presto aos meus falecidos pais, que apesar de o meu pai ser um simples rachador de lenha que naquele tempo ganhava apenas um tostão por dia me mandou para a escola para aprender a ler."
quinta-feira, 23 de abril de 2009
Recorte de jornal
segunda-feira, 20 de abril de 2009
Fotos antigas
Num golpe da audácia e correndo os riscos inerentes ao crime de danificação do Património do Estado,em tempo de ditadura, mudou-se o nome da Estação muitos anos antes da mudança definitiva. A quem devemos prestar homenagem por tal ousadia?Julgo saber mas não quero arriscar sem confirmação total... Alguém ajuda?
E, já agora, qual a data do acontecimento? ( Que foi antes de 1955 parece não haver dúvida: ainda não há Vila...)
domingo, 19 de abril de 2009
Fotos antigas
sábado, 18 de abril de 2009
Fotos antigas
No final dos anos setenta, na Tojela, em frente da Junta. Neste lugar foi construído um anexo para os Bombeiros, cujo quartel funcionava na Junta. E, se me não falha a memória, essa construção deu origem a polémica acesa aí por 1984. Não terá havido, inclusivamente, compromissos de demolição quando deixasse de ser necessário para o efeito previsto?
sexta-feira, 17 de abril de 2009
Decência

Comentador anónimo insinuou que, como autor deste blogue, apaguei um comentário e removi um "post" que havia colocado. Outro comentador, sob a capa de "Santo Tirso Positivo", escreve um comentário que ele próprio remove, provavelmente para dar azo à insinuação referida. Um anónimo comenta que o comentador é o sr. Presidente da CMST. E volta à carga, comentário após comentário. Em sincronia. Muito curioso.
Percebe-se a intenção.
Acontece que a ideia deste blogue não é propriamente a de fazer ou desfazer campanhas ou alimentar polémicas.
Acontece também que existem filtros que me permitem evitar a publicação de comentários soezes e malcriados.
Activei os filtros. Hoje. E apaguei dois comentários. Ponto final.
(A Blogosfera é livre: para comentários soezes, criem os vossos próprios blogues.)
Fotos antigas
terça-feira, 14 de abril de 2009
Obras...
A sinalização da existência de obras na Avenida Silva Araújo, para quem circula na EN 105 e quer , por aí, entrar na Vila das Aves, não existe... Constatada a impossibilidade de subir a Avenida, os condutores encontram depois umas pequenas indicações para irem à procura de alternativas... Pela nova rua, a tal que é a alternativa, segundo os discursos de inauguração...Ao chegar à rua 25 de Abril, o condutor encontra, na parede em frente, um sinal de desvio a enviá-lo para... o largo da Tojela... e para a Avenida... Compreende-se: é para se situarem e localizarem o fim das obras... A partir daí, é fácil outra vez. Se o destino é Bairro ou Riba d'Ave, é só dar a volta ao largo...
No banco do jardim, ficaremos a ver o aparato...
sexta-feira, 10 de abril de 2009
Ainda o verbo obliterar...

Ainda sobre a Avenida Siva Araújo e para que não seja obliterado (ou seja suposto ter sido adquirido por ridículos valores matriciais), o correspondente do Jornal de Santo Thyrso, escrevia em 24 de Junho de 1937, que dos terrenos necessários para a Avenida a parte do Sr. Manuel Afonso da Silva ( 5000 metros quadrados) foi cedida gratuitamente.
segunda-feira, 6 de abril de 2009
Obliterar...

No dicionário, a definição de "obliterar" é:
Fazer desaparecer uma coisa, pouco a pouco, até que dela não fique nenhum vestígio.
Na estação dos combóios, onde se situa a maquineta da foto, não se percebe bem o que seja obliterar... Devia ser devidamente esclarecido o que pretende a CP com a maquineta.
Na vida real, vamos obliterando muita coisa, isto é, esquecendo, a pouco e pouco...
Um dos objectivos de um sítio como este é reavivar memórias, ao mesmo tempo que se registam os factos. Por isso, depois de lido aqui , ficando assim registado, o relato dos "Investimentos em dia de aniversário", e de ter reparado que o Sr. Presidente da Câmara classificou a "artéria agora aberta como verdadeira alternativa à Avenida Comendador Silva Araújo" não posso deixar de realçar duas ideias. A primeira é que a nova rua vai ter que ser alternativa porque, por motivo de obras, a avenida será encerrada... A segunda ideia é que, fora isso, nenhuma comparação é possível entre as duas artérias e falar de alternativa é retórica pura. É que, para que se não esqueça, a Avenida Silva Araújo foi a maior ousadia que uma freguesia rural como era S. Miguel das Aves podia ter tido há mais de 70 anos! Em 6 de Maio de 1937, escrevia assim, no Jornal de Santo Tirso, o Padre Joaquim da Barca: " Já foram encetados estudos para a elaboração do projecto da avenida de Poldrães à Tojela: largura, 14 metros, com passeios de 2,5 metros e faixa de rolagem de 8,5 m". E em 24 de Dezembro do mesmo ano: "parece que pela sua grandeza causou mossa no ânimo de alguns funcionários das instâncias por onde tinha de passar o projecto da avenida de Poldrães à Tojela".
Não conhecemos os pormenores técnicos da obra inaugurada, mas basta passar para ver que o que foi construido agora não tem nada a ver. E a nossa curiosidade sobre "a construção da Avenida de Paredela a Cense, iniciada a 31 de Março último, e que vai custar, na 1ª fase, 243 mil euros" e de que, já agora, se podia ter "inaugurado" o arranque...é precisamente saber se ... tem características de verdadeira avenida...A ver vamos...
domingo, 5 de abril de 2009
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