segunda-feira, 6 de julho de 2009

Renovação

A renovação da baixa já começou...

O edifício que foi dos Correios, propriedade da Junta de Freguesia, está em fase de acabamentos, depois das profundas obras de remodelação que vão permitir instalar a "Casa do Sol", casa de acolhimento da ASAS ( Associação de Solidariedade e Acção Social de Santo Tirso). Trata-se de um centro de acolhimento de crianças em risco. Segundo noticiou em tempos o Entre Margens, a Junta de Freguesia cedeu o edifício à ASAS por 25 anos e as obras, da responsabilidade da ASAS, foram comparticipadas pela Câmara e pelo Governo.


quinta-feira, 2 de julho de 2009

Fotos antigas


A ponte do Caminho de Ferro aparece retratada assim no livro do Padre Joaquim da Barca. Mas, a foto, não pode ser da mesma época que o livro! Tem de ser pelo menos 50 anos mais antiga! É uma foto tirada de Rebordões ( do sítio onde está a Fundição e ainda não aparece a Fábrica que foi a primeira têxtil integralmente eléctrica da região, fundada em 1905 ( ver Empresa Têxtil Eléctrica, Lda).
No volume II de "Santo Tirso da cidade e do seu termo" o Padre Carvalho Correia dá conta dos problemas havidos na construção desta ponte: "por erro de cálculo, a casa inglesa que construiu o tabuleiro metálico -lo mais curto de uns três metros". E para o rectificar foram precisos dois meses. Corria o ano de 1883.
Que fazer para convencer as Câmaras de Santo Tirso e de Famalicão a entenderem-se com a Refer para manter esta ponte ao serviço das pessoas?

terça-feira, 30 de junho de 2009

Fotos antigas

Esta foto deve remontar a cerca de 1935, apresentando a equipa do Clube Desportivo das Aves no seu Campo Bernardino Gomes.

Mais curioso do que as riscas verticais das camisolas, que são um pouco mais estreitas do que o que acabaria por vingar, é a horta junto ao muro do lado nascente e a ramada com videiras ainda muito novas... Estas videiras foram engrossando ao longo de décadas, a ramada dava alguma sombra nas tardes de verão e servia de "camarote" a alguns jovens mais ousados... Até que um dia caiu, num famoso Aves-Tirsense...
Outra curiosidade é o chapéu do jovem que espreita sobre o muro. Será o modelo típico da época?

quinta-feira, 25 de junho de 2009



1º CINEMA DAS AVES?

Dizem os anciãos desta terra, gente aí dos seus oitenta e picos que a casa dos "Marques", situada na rua 25 de Abril, mesmo defronte do "largo da dona Eva", funcionou, em tempos idos, como cinema de S.Miguel das Aves. Terá sido o primeiro.

O edifício, com a data de construção inscrita na frente (1927), foi mandada erigir por Luís Abreu Machado, "brasileiro", casado com Florinda Martins Nunes, avós dos actuais proprietários.
Havia, então, nessa casa uma sala com um "panal" na parede (e uns bancos) onde eram projectados os filmes (mudos), através de uma máquina manual. Isto, em meados dos anos trinta do século passado.
As sessões eram aos sábados e domingos e até vinha gente de fora da terra para os ver. Os preços dos bilhetes de entrada eram necessariamente muito baixos. Uma sineta dava o sinal de início da projecção. Um dos filmes projectados nessa sala foi o "Zé do Telhado", único aliás de que ainda se recorda o nome.
Houve, entretanto, outro local onde também se chegaram a projectar filmes para o público: o Largo da Mariana. Era cinema ao ar livre e vinha dos lados de Vizela numa carroça puxada a burro, o "saltimbanco" que armava o "estaminé" e "dava à máquina". A receita era recolhida entre os presentes, por um moço, talvez filho, de chapéu na mão.

quarta-feira, 24 de junho de 2009

D. Afonso Henriques

Guimarães celebrou hoje o dia um de Portugal e os 900 anos do nascimento de D. Afonso Henriques.
Não se sabe exactamente quando e onde nasceu o nosso primeiro rei: o dia de hoje é puramente simbólico e serve para registarmos a presença do nome de Afonso I na nossa terra como patrono da Escola Secundária.

E, já agora, recordamos o "Conto histórico" que terá estado na origem da escolha do rei como patrono. "As bouças do rex" eram as bouças onde se situa actualmente a escola.

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Pormenores

A estrada nacional 204-5, Avidos-Negrelos estava muito bem identificada com marcos quilométricos e hectométricos. No percurso urbano daquela estrada, na Vila das Aves, ainda se pode ver o marco do quilómetro 10, na Tojela.
Curiosamente, como pode ver-se pelas fotos (a primeira tem cerca de seis anos e a outra é actual), o marco "rodou", passando a face que estava voltada para a estrada a ficar virada para norte...

A estrada nacional 204-5 foi desclassificada e entregue à Câmara Municipal há alguns anos atrás, juntamente com a verba destinada à requalificação... As obras de requalificação em curso da rua 25 de Abril vão provavelmente fazer desaparecer este vestígio da estrada nacional.


Caso isso não se verifique, o marco deveria fazer um "direita rodar", no sentido dos ponteiros do relógio, para voltar à primeira forma.

( Antes que esqueça: a requalificação deveria acabar no Km 11... ao pé da Ponte Nova...)

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Fotos antigas

Loteamento das Fontainhas, no seu início.

Quando nas Jornadas Culturais de 2005 Geraldo Garcia apresentou, na página 27 duma encomiástica brochura colorida, fotografias desse mesmo ano das ruas circundantes do Loteamento, de que o seu executivo de 1977 a 1982 promoveu "a abertura, pavimentação" e "colocação do saneamento de águas pluviais" (sic), tinha a noção de que em 1989 esses arruamentos estavam como se vê nesta foto?

terça-feira, 16 de junho de 2009

Pormenores

A placa mais antiga era mais larga e mais alta, como se depreende pelos vestígios que deixou.

Quem era referido na placa anterior?

Biblioteca


No Jornal de Santo Thyrso, em 15 de Junho de 1933:
" No sábado passado, 10 de Junho, dia do nosso incomparável Camões, pelas 19 horas, num carro tirado por uma magnífica junta de bois pertencentes ao sr. António Ferreira, um lavrador que o sabe ser, chegou à porta da Farmácia Ferreira uma grande mala com 336 livros e 40 tomos de várias revistas".

Oferecidos pela sr. António Veloso de Araújo, de Lordelo, estes livros constituíram o primeiro núcleo da Biblioteca da Junta de Freguesia.

Era Presidente da Comissão Administrativa nomeada pelo Governo Civil o sr. Bernardino Gomes Ferreira. A nomeação surgiu na sequência da demissão apresentada pelo sr. João Bento Padilha.

O TEMPO PAROU...







Em S. Miguel das Aves pararam há muito as relações entre Câmara e Junta de Freguesia.
O relógio (parado) da torre da sede da Junta, parece confirmá-lo...

Da Junta da Parochia à Junta de Freguesia (4)



Conflito entre a Junta e o Pároco

Nestes primeiros tempos de Junta, não admiram as referências frequentes a assuntos respeitantes à igreja pois que eram muitas e estreitas as ligações entre administração e religião. A inteira separação foi-se fazendo ao longo dos tempos. Não sem conflitos. As Actas da Junta assim o demonstram. A própria expressão “parochia” só mais tarde haveria de ser substituída pela outra - “freguesia”.
Em 21 de Abril de 1895, em sessão extraordinária, a Junta decidiu pôr “a concurso por trinta dias, o legado das missas primeiras que o Excelentíssimo senhor José Luís de Andrade (de Sto Tirso) deixou à Junta de Parochia”.
Em 26 de Maio seguinte,a mesma Junta dá por encerrado este concurso, que teve um único concorrente, tendo-o adjudicado ao padre Augusto José Coelho (natural das Aves). Esta adjudicação (das missas primeiras) ficou por “sento e trinta mil reis livre para elle, selebrante, de todo o imposto.” Nesta altura, era pároco e, ao mesmo tempo, presidente da Junta , o abade Adriano Filippe Moreira da Silva e regedor, Manuel Martins Ribeiro.
A 23 deste mesmo mês e por acção do vogal, Narciso Ferreira Marques
(foto), a Junta deliberou fazer um pedido de sindicância às contas da Junta anterior presidida por Manuel José Ferreira (1889/1892). Perante este pedido, o então presidente Adriano Filippe ter-se á recusado a “amostrar os objectos constantes do inventário paroquial”.
Estava iniciado um conflito dentro da Junta que oporia, aparentemente, o presidente e pároco ao resto do executivo.

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Á face do inferno - poesia



de Joaquim Ferreira Neto

(Ferreira Neto, 1923-2003).

Edição de 1957, Vila das Aves

Comp. e Imp. na Tipografia das Aves


35 páginas

"Eh povo!
Eh grande povo,
de mãos gretadas e calosas;
Vem para a rua empunhando a bandeira
da liberdade: - a cor não interessa,
nem o brilho do luar, nem o cheiro das rosas!
Vem de tamancos ou descalço
não importa!
Se te deceparem os braços
e a bandeira te quizerem arrancar,
segura-a com o olhar!
- Não esmorecas na luta;
A liberdade não tem preço nem fronteiras...
Se te rasgarem a carne
e o sangue jorrar das feridas
em catadupa,
rega com ele as novas ideias,
que os poetas soltam dos seus versos,
para que floresçam eternamente
no peito dos famintos da verdade..."
...

(extracto do poema "Novo Hino")