segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Amieiro Galego - um relatório do INETI (2004)

"O interesse da JFVA em apurar as potencialidades de exploração da referida nascente, que foi durante um largo período de tempo explorada ilegalmente como termas, vai ao encontro da actual política do Estado para o sector, no sentido de fomentar a actividade termal, tecnicamente sustentada"
"A qualificação de uma água como "agua mineral natural" não é um processo imediato e está sujeita a regulamentação específica, nos termos dos Decretos-Lei nº 90/90 e nº86/90, ambos de 16 de Março. O empenho da JFVA na preservação da Nascente do Amieiro Galego, acarinhada pela população de Vila das Aves, levou a que tenha sido agendada por parte do INETI (...) uma reunião (...) com objectivo de clarificar os mecanismos legais e técnicos que poderiam ser accionados no caso de se prosseguir com o projecto de qualificação do potencial recurso hidromineral."

" A referida reunião teve lugar no passado dia 23 de Abril, tendo ficado acordado que, numa primeira fase, se efectuaria uma visita ao local onde se localiza a nascente de água sulfúrea, para reconhecimento preliminar da geologia, hidrogeologia, características da captação e acessibilidades ao local. A visita de reconhecimento teve lugar no dia 21 de Setembro de 2004 (...)."

" Caso exista a possibilidade de se avançar com o processo de qualificação da água do Amieiro Galego como "água mineral natural", é fundamental compreender o funcionamento do respectivo sistema aquífero hidromineral, para que no futuro se possa garantir a qualidade e a quantidade do recurso."

" O estado actual da captação do Amieiro Galego não oferece quaisquer garantias para a conservação da necessária estabilidade que a água tem de apresentar ao longo do ano hidrológico. Neste sentido, é essencial a substituição da captação actual por uma captação com características técnicas adequadas, que salvaguarde e acautele a utilização do recurso e evite a degradação e poluição do mesmo. (...)"

"O reconhecimento e exploração de um dado recurso hidromineral, outrora limitado às emergências naturais, deixou de satisfazer as exigências actuais. Na indústria das águas minerais naturais, a tolerância relativamente a desvios de qualidade físico-química e microbiológica é actualmente muito pequena".

"Pelas suas características bem evidentes relacionadas com o quimismo, que lhe confere a designação de água sulfúrea, a água da Nascente do Amieiro Galego tem muito boas possibilidades de vir a ser qualificada como "água mineral natural". No entanto, a qualificação da Nascente do Amieiro Galego como "água mineral natural" está condicionada a toda a instrução do correspondente processo e apenas será concretizada caso se verifiquem as condições do Artº 3º do D.L. (...) , seguindo toda a tramitação processual inerente a estas situações."
Foto do balneário visto da margem direita do Rio Ave retirada do site: http://www.aguas.ics.ul.pt/porto_smaves.html

sábado, 12 de setembro de 2009

Amieiro Galego: o que é, do ponto de vista termal.

O site
"O NOVO AQUILÉGIO" ,
"– um site que disponibiliza um extenso inventário de nascentes portuguesas com reportados usos terapêuticos, das termas mais famosas às fontes menos conhecidas. Este inventário, organizado por distritos e por categorias de uso da água termal, reúne imagens, registos de localização, dados patrimoniais, fichas técnicas, notas de campo, referências bibliográficas e excertos informativos colhidos no decurso dos projectos",descreve o Amieiro Galego de forma detalhada na classificação de "Banhos Desactivados".

Algumas informações não parecem muito rigorosas:"A Junta de Freguesia de Riba de Aves anuncia um “Acordo para a utilização das Águas de Amieiro Galego”, de carácter anual, feito com o proprietário, que prevê a cedência da chave dos portões a quem queira recolher esta água mineral."

O site vale bem uma visita para conhecer o que se sabe do Amieiro Galego do ponto de vista termal.

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

O Amieiro Galego é da Vila das Aves

Para uma possível placa ao lado da que existe, a data é 10 Setembro 2009; o texto deverá reflectir a ideia de terem sido compradas por quem representa o Povo (a Junta de Freguesia), por vontade do Povo, expressa na Assembleia de Freguesia.


A placa que existe reflecte a vontade "revolucionária" do Povo, em 1975.


Com placa ou sem ela, a vontade do Povo em 2009 foi serena e democraticamente reflectida na diligência dos autarcas: para o sucesso da licitação feita em tribunal terá sido necessário superar vontades adversas de quem pretende assumir-se, sem mandato democrático, interprete mor da vontade dos avenses contando com o apoio implícito de quem devia apoiar de forma inequívoca os legítimos interesses da Vila das Aves.

sábado, 5 de setembro de 2009

Quem é amigo, quem é?


A ponte de Caniços vai ser recuperada para o trânsito de peões: Refer, Câmara de Santo Tirso e Câmara de V.N. de Famalicão assinaram protocolo, logo homologado pela Secretária de Estado dos Transportes.

O site da Refer especifica: "O Protocolo de Colaboração contempla:

1. A disponibilização pela REFER da antiga ponte ferroviária de Caniços para adaptação a trânsito pedonal;

2. A realização pelos municípios de Santo Tirso e Famalicão dos trabalhos de adaptação do tabuleiro ferroviário à circulação pedonal, e criação dos respectivos acessos.

A REFER comparticipa os custos desta adaptação até ao montante de 251.825,00 euros, e disponibiliza aos municípios o projecto de adaptação desenvolvido para o efeito. A adaptação da ponte permitirá a sua utilização pelas populações limítrofes das freguesias de Bairro (concelho de Vila Nova de Famalicão) e de Vila das Aves (concelho de Santo Tirso), melhorando significativamente a sua mobilidade".

O site "Santo Tirso Digital" trata o assunto com fotografia e texto elaborado mas que, logo no segundo parágrafo transforma a comparticipação da REFER em custo total, a ser comparticipado pela REFER, o que não deixa de ser curioso.

Assinalei no texto a seguir transcrito, "ripado" no "Santo Tirso Digital" (mas que parece ter "copyright" noutro sítio) alguns pormenores interessantes:

... a Secretária de Estado dos Transportes, Ana Paula Vitorino enalteceu a “capacidade de entendimento entre as partes” e adiantou que “é a falar que a gente se entende”, confidenciando que “foi assim, pela insistência no diálogo” que soube através do seu - “caro amigo e presidente da Câmara Municipal de Santo Tirso, Castro Fernandes” - que a situação já se arrastava “há cerca de seis anos” e que em causa estava “a segurança das populações de Vila das Aves e de Bairro, dois importantes núcleos habitacionais na zona. “Ora, porque este problema já não se podia arrastar por mais tempo”, lembrou, “estamos aqui hoje a assinar esta parceria”. E concluiu realçando que é com este “tipo de parcerias entre as administrações central e local” que se consegue “preservar o nosso património e história” [a ponte tem quase 150 anos] e promover a “qualidade de vida das nossas populações”.
Depois de referir “ter atravessado a ponte muitas vezes enquanto miúdo, uma vez que vivia nessa altura em Vila das Aves”, Castro Fernandes afirmou que “este assunto constituía há muito uma preocupação para a Câmara Municipal de Santo Tirso” tanto mais, adiantou “trata-se de um acesso muito usado pelas populações de Vila das Aves e de Bairro”. “Foi um processo muito complexo, houve demoras na sua resolução” disse, mas “graças à mediação da Secretaria de Estado dos Transportes e à boa cooperação entre as duas Autarquias foi possível chegar “a este excelente acordo” que vai permitir “mais segurança e melhor mobilidade às nossas populações” concluiu.


Faz parte do processo comunicacional em uso pelas autarquias valorizar o esforço feito para superar dificuldades enormes e processos complexos, para nos fazer crer no sucesso político estrondoso em que consistiu o desenlace final...

Quando afinal, lendo claro o comunicado da REFER, esta dá a ponte, dá o projecto e dá o dinheiro para a requalificar e só estava à espera que as Câmaras tivessem a sensibilidade de aceitar a oferta, disponibilizassem algum para construir acessos adequados e manifestassem vontade de tratar a coisa em comum...
Que bom ter amigos no governo, para pôr as pessoas a falar...

Trata-se de uma boa notícia. Já tínhamos falado nisto aqui , solicitando aos autarcas que fizessem as promessas mas que se não ficassem por elas.

( Sobre o atravessar a ponte em miúdo, só como travessura mesmo.... Os mais, atravessamos o rio, pela ponte: eventualmente a pé, transgredindo a proibição...Mas fizemo-lo, sobretudo, de comboio...)

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Pré-época (2)

Será que 2000 exemplares duma publicação de 150 páginas, em papel couché, distribuídos em mão, selectivamente (lista nominativa), por viatura camarária são, eles próprios, INVESTIMENTO PÚBLICO MUNICIPAL?

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Pré-época...

Em "futebolês" chamam-lhe pré-época...












Assim vai a pré-época campanha da autarquia que nos é mais próxima.




Vivam!


Retomemos as lides...




sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Pormenores

Tranquilidade...

domingo, 9 de agosto de 2009

Tojela


Tojela: mudança em cerca de 3 meses...


domingo, 2 de agosto de 2009

Sobrado: antes e agora...


As alminhas de Sobrado há mais de 50 anos e agora.









terça-feira, 28 de julho de 2009

Fotos antigas

A luta pela localização do Posto dos Correios e pelo nome do mesmo terá sido a grande motivação para que fosse a Junta de Freguesia a investir num imóvel com a dimensão e a qualidade (para a época...) que este tinha. Além do posto de atendimento tinha zona para a separação da correspondência, zona técnica dos telefones ( CTT = Correios, Telégrafos e Telefones...) e residência do chefe...

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Património

Há mais de 50 anos de diferença entre as datas das fotos.
A mais antiga está publicada em "S. Miguel das Aves - Monografia" do Padre Joaquim da Barca.
A pergunta óbvia para quem compara as duas imagens é:
Qual é o verdadeiro "rosto" da antiga Igreja Paroquial de Santo André de Sobrado?
Parece evidente a resposta... Há paredes que não foram feitas para ficarem nuas. O revestimento faz-lhes falta...