As listas concorrentes à eleição da Assembleia de Freguesia nas eleições autárquicas de 2009 (11 de Outubro).Tombo que se vai fazendo das coisas e dos factos do presente e do passado de Vila das Aves
sexta-feira, 9 de outubro de 2009
Para memória futura...
As listas concorrentes à eleição da Assembleia de Freguesia nas eleições autárquicas de 2009 (11 de Outubro).quinta-feira, 8 de outubro de 2009
Praça de Toiros na Tojela
terça-feira, 6 de outubro de 2009
segunda-feira, 28 de setembro de 2009
Da Junta de Parochia à Junta de Freguesia 5
Nos tempos em que o pároco era o presidente
Os conflitos na Junta da Parochia entre o presidente (pároco) e os restantes membros agudiza-se e isso talvez tenha a ver com os antecedentes que levaram ao derrube da Monarquia. As ideias republicanas que entretanto se disseminavam, por certo não foram alheias a um antagonismo crescente no seio da autarquia. Recorde-se que a lei impunha como presidente o pároco.
Em 25 de Julho de 1897, o presidente comparece à reunião da Junta e diz-se pronto a que se faça o inventário “de boa vontade” que os restantes membros tinham pedido anteriormente e que o presidente tinha recusado. Perante esta mudança de atitude, estes protestam e afirmam que o pároco/presidente só o fizera perante a intimação do município, para quem tinham recorrido. Feito, finalmente, o inventário, teria a seguinte conclusão: “Verifica-se que faltam: 1 colher de prata; 1 casula cor-de-rosa; 1 casula preta; 2 palas; 1 jogo de galhetas de estanho; 1 armário de guardar paramentos; 1 reitoral de Paulo V; 2 opas de primieira vermelha; 2 reposteiros das portas da sacristia; um banco de pau; um esquife; uma talha para azeite; um jogo de medidas para medir pão; duas cortinas de panos de guarnecer as janelas da capela-mor; um pano de damasco branco da estante do missal.” Considerando que houve viciação do inventário, a maioria da Junta decidiu participar o facto ao administrador (do concelho) demarcando-se do acto.
Há um claro braço de ferro entre o presidente e pároco e os outros elementos membros da Junta, braço de ferro que se irá prolongar durante algum tempo, até que o presidente da Junta deixa de ser o pároco da freguesia, o que virá a acontecer nos anos que se seguiram à implantação da República (Reposição do Cod. Administ.de 1878 que retira a presidência aos párocos). (Na foto, António Rodrigues Sampaio, autor do Código)
Entretanto, o presidente da Junta deixa de comparecer às reuniões e disso d
ão conta os restantes elementos, ao “Delegado do Procurador Régio” e ao governador civil. Durante o ano de 1898, foram várias as vezes em que o presidente/pároco, Abade Adriano Filippe se opôs a medidas propostas pelos outros elementos da Junta, nomeadamente a obra na “extinta egreja de Romão” e o pagamento por missas (“ao domingo e dias feriados pertencentes ao legado que pagou a Misericórdia de Santo Thyrso”) ao 1Pe Augusto José Coelho. A acta de 24 de Julho de 1898 dá também conta dos protestos do presidente contra as afirmações constantes do relatório que acompanhava o Orçamento, considerando-as “injustas e bexatórias”.Porém, o presidente/pároco não estava só. Na acta de 11 de Setembro desse mesmo ano, regista-se que “uma reclamação contra o orçamento assignado por alguns parochianos”, dizendo-se “os maiores contrivuintes da freguezia”. Finalmente, na acta de 19 de Fevereiro de 1899, está escrito: “(…) recusando-se o Revº Abbe de esta freguezia, a cantar as missas do lausperene mençal pelo preço de quatorze mil e quatro centos réis (…) exigindo a quantia de vinte mil réis (…).
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Da Junta da Parochia à Junta de Freguesia
Resultados
Do acto eleitoral de 27/09/2009 ( Ass.Rep.), comparando com 2005:PS 2401 votos - 47% ( 2731 - 53,5% em 2005)
PSD 1437 votos - 28% ( 1296 - 25,4% em 2005 )
BE 533 votos - 10% ( 343 - 6,7% em 2005)
CDS 321 votos - 6% ( 302 - 5,9% em 2005 )
PCP 202 votos - 4% ( 224 - 4,4% em 2005 )
Votantes/ inscritos: 5113/7766=66% ( 5103/7461=68% em 20059
sábado, 26 de setembro de 2009
Quem falou em boatos?
Segundo consta, "boato" foi uma das palavras fortes usadas na apresentação pública dum dos candidatos autárquicos locais, porventura a ensaiar uma estratégia de vitimização já encetada em referências a uns "outdoors" danificados... A alusão ao "boato" fez-me lembrar um documento que julgo com direito a figurar numa antologia de comunicação eficaz, o qual guardo cuidadosamente num dossier de papéis velhos...
De notar que, no contexto actual, é perfeitamente pertinente demonstrar que um boato não passa de um boato e alertar de que devemos permanecer atentos a todas ondas de especulações que têm como objectivo final denegrir pessoas...
sexta-feira, 25 de setembro de 2009
Não há bela sem senão... II
Luz no Pântano - poemas

de Joaquim Ferreira Neto
(Ferreira Neto, 1923-2003).
Edição de 1959, Vila das Aves
Composto e Imp. na Tipografia das Aves
40 páginas
SANGUE CAMUFLADO
Agrilhoaram-te o corpo enregelado,
por não usares das suas ideias?!...
Nunca tragas o sangue camuflado,
mostrando ao mundo a cor das tuas veias!
Quem vence - não será o vencedor,
se fez da tirania o seu pendão!
A paz, a liberdade e o amor,
trindade oposta oposta à escravidão!
terça-feira, 22 de setembro de 2009
"Não há bela sem senão..."
"Obra emblemática" é a designação oficial nos discursos e nos "Comunicar" com que a excelentíssima Câmara nos enche os olhos de milhões e mais milhões de euros, procurando comprimir o tempo e fazer parecer presente o passado mais ou menos recente... Como é curioso que nunca ninguém nos mostre em letras gordas quantos os milhões e milhões que dos nossos impostos colocámos nas mãos dos autarcas... E quanto desse dinheiro vem sendo malbaratado em papel profusamente ilustrado para nos convencer da generosidade inigualável dos autarcas que, com o que é nosso, nos vem rematar com "frase lapidar" que "nas zonas da Manguela e Tojela"(?!), "eu procuro fazer o melhor por Vila das Aves"
...Pois... E adei? Não é a sua obrigação? Porquê tanto papel? É a Câmara que precisa de ver reconhecido o mérito da obra feita em dez ou vinte anos? Ou é antes a expectativa de ver revertido em benefício do candidato o resultado da obra do autarca?
O dinheiro gasto em tanto papel é dinheiro de todos.
A Câmara tem por obrigação "Comunicar" quanto delapidou em papel.
( Que a rua seja "um belíssimo trabalho", está bem. Que o Largo tivesse sido transformado "num dos melhores espaços naturais de Vila das Aves", enfim....Agora que a guia do passeio tenha de ficar como se vê, só dá razão ao povo: no melhor pano cai a nódoa...)
sábado, 19 de setembro de 2009
Parque da Quinta dos Pinheiros: Estudo Prévio
sexta-feira, 18 de setembro de 2009
quarta-feira, 16 de setembro de 2009
Engiaves recebe Prémio Municipal de Arquitectura
No site da Câmara Municipal, inserido em notícia relativa à apresentação de um livro sobre o concelho, pode ler-se:"JÁ FOI ENTREGUE O PRÉMIO MUNICIPAL DE ARQUITECTURA
A cerimónia de apresentação do livro incluiu também a entrega do Prémio Municipal de Arquitectura e Urbanismo criado pela Câmara Municipal de Santo Tirso com o objectivo de distinguir projectos em que autenticidade e originalidade se conjugam de forma harmoniosa com uma eficaz integração na área envolvente e com a qualidade geral dos espaços propostos.
Com a atribuição do Prémio Municipal de Arquitectura e Urbanismo – que tem o valor de cinco mil euros (a distribuir 50% pelo autor, 30% pelo promotor e 20% pelo construtor) – a Câmara Municipal de Santo Tirso pretende incentivar a qualidade arquitectónica dos projectos, enaltecendo os bons exemplos de construção, reconstrução, alteração ou ampliação de imóveis, e ainda obras de qualificação de espaços exteriores de uso público.
Vencedor:
Autor: João Álvaro Rocha – Arquitectos, S.A.
Promotor: ENGIAVES- Sociedade de Construção Civil, Lda.
Construtor: ENGIAVES- Sociedade de Construção Civil, Lda. "
A notícia parece revelar algum pudor em revelar que o projecto premiado se situa na Vila das Aves...
Está de parabéns quem recebe assim algum reconhecimento pela grande valia dos sucessivos projectos que tem promovido, promovendo um soberbo desenvolvimento da imagem urbanística da nossa Vila.
(Longe vão os tempos em que uns quantos "iluminados" criticavam de forma "politicamente" empenhada um certo prédio a que chamavam "prédio torto").
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