quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Quando a Cooproriz comemora 75 anos...

A Cooperativa de Distribuição de Energia Eléctrica de Roriz está a
comemorar os seus 75 anos de existência.
A freguesia de Roriz, provavelmente porque tinha uma cooperativa como entidade proprietária da rede e do serviço escapou à centralização feita nos anos oitenta, que colocou todas as redes sob a alçada da EDP. A Cooproriz conseguiu subsistir e prospera.
A distribuição de energia eléctrica em S. Miguel das Aves era feita pela Junta de Freguesia, que poderia em data próxima comemorar oitenta anos de serviço se este não tivesse sido "engolido" pela EDP.
Saberá alguém fazer o "deve-haver" da entrega da rede e do serviço, sem outras contrapartidas para além do perdão da dívida de dezenas de milhares de contos que a Junta tinha, à época, com a fornecedora EDP?
Só mais um pequeno pormenor: ao que julgamos saber, a integração na EDP foi feita indirectamente, via SMAES (Serviços Municipalizados da Câmara de Santo Tirso) e não se conhece nenhuma deliberação da Junta em que o assunto seja aflorado.
Será que, atendendo ao modo como se passaram as coisas, somos forçados a considerar que ficar a dever as facturas à EDP e gastar a receita da venda de electricidade em terrenos, obras, subsídios... foi um acto de gestão inteligente e precavido?
Só se puder demonstrar-se que não havia outra solução. Roriz e Vilarinho, no concelho de Santo Tirso, tiveram outra solução.

sábado, 5 de dezembro de 2009

Associação de Classe dos Operários da Ind. Textil de Negrelos


Os documentos do Arquivo do Ministério do Trabalho e Solidariedade Social relativos à "Associação de Classe dos Operários da Indústria Têxtil de Negrelos", estão disponíveis aqui .
O requerimento de 1931 que solicita a aprovação dos Estatutos da Associação ( na imagem) foi assinado por José Pinto Carneiro, Francisco Sousa Andrade e Raul Lopes Guimarães.


quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Mobiliário urbano...

A incluir no catálogo das obras de arte?
Ou apenas como pósfascio de documentos ilustrados de campanha eleitoral?
Ou como adenda à obra já inaugurada?

Que é interessante, lá isso é... Mas há que cuidar da relva, para que esta não desmereça a "instalação"...

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Cruzamento - Romance


de Joaquim Ferreira Neto, 1923 - 2003

Ao meu vizinho e grande amigo:

João Pimenta

Edição de 1964

Composto e Imp. na Tip. das Aves


205 Páginas

Livro de estravagantes dramas, para sensibilidades finas e sentidas.
Grande criador de caracteres se afirma Ferreira Neto, sem o minimo de favor.

Com ironia e sarcasmo inventa as personagens, fazendo por vezes diabólicas caricaturas,
e levantando outras vezes padrões humanos de cruciante tragédia.

Romance para ler e recordar, vai ter - disso estamos certos - muito sectários e muitos detractores, mas, será precisamente esse divergir de ideias, esse entrechoque de opiniões o melhor prémio ao seu autêntico valor.

Rui Fontinha

domingo, 29 de novembro de 2009

Fotos antigas

Terraplanagem do campo do Clube Desportivo das Aves, nas Fontainhas, depois designado de Campo Bernardino Gomes, inaugurado em 1932.

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Maleita estranha!



Poda-se!!! Exclamo eu também...
É caso para detective!
Eram nove ou dez árvores(!) que,
sucessivamente e em período curto,
foram desistindo de viver,
naquele lugar - Fontaínhas.
"Levadas" por maleita desconhecida!
Coisa pouco vulgar!
Anda ali mistério...
Ó sr. PJ, faça favor de investigar.
É capaz de ser maleita que,
se não for descoberta a tempo,
pode "levar" muitas outras árvores na freguesia...
Ou será que já tem árvores a mais?...

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Perspectivas

Poda-se!

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Futebol dos Anos Quarenta


Foto curiosa de uma equipa do C.D. das Aves dos anos 40:

Da esquerda para a direita - Augusto Costa, António Melro, Joaquim Ferreira, Domingos Salvador, Pereira Lopes, Joaquim da Fina, Ventura, Toninho Costa, Zeca Patrício, Albano Meireles e Bernardino Violento.

Repare-se ainda nas bancadas do velho Campo Bernardino Gomes...

(Foto retirada do livro Do Fundo do Baú)

domingo, 22 de novembro de 2009

Regulamento de 1847, Fábrica de Fiação de...Vizela

A denominação da Fábrica do Rio Vizela foi inicialmente de Fábrica de Fiação de algodão de Vizela, de acordo com vários documentos publicados em opúsculo publicado pela Câmara Municipal de Santo Tirso nos 150 anos da fundação da fábrica. É dessa publicação a fotografia ao lado, do Regulamento Interno de 1847.
Neste se estabelecem as regras de funcionamento, sendo de destacar:
"Artigo 1º (...)
4- Os operários não podem entrar com cestos ou outra coisa qualquer coberta ou embrulhada e serão apalpados e revistados no acto de saída pelo director ou quem ele designar.
5- se algum operário sair com alguma coisa pertencente à fábrica será preso em flagrante e conduzido à autoridade competente para ser processado e punido na forma das leis.
6 - No caso do director não ter passado a primeira revista, poderá passar segunda e achando que algum operário leva consigo coisa pertencente à fábrica, procederá contra ele e contra o primeiro revistador ou apalpador na forma do número 5.
7 -Todos os operários, antes de largarem os engenhos, são obrigados a sacudir os seus vestidos e aproveitar o algodão que deles cair.(...)
14 - São obrigados os operários a declarar o nome do que cometer qualquer malfeitoria ou causar qualquer prejuízo à fábrica, sob pena de ficarem solidariamente responsáveis.(...)
15 - Todo o operário que aprender a trabalhar na fábrica voluntariamente saindo ou sendo expulso dela por qualquer falta que cometa não poderá trabalhar em outra fábrica de fiação de algodão estabelecida em Portugal senão dois anos depois de ter saído desta. O que fizer o contrário pagará uma indemnização igual a dois anos de trabalho efectivo.
16 - Qualquer aprendiz de fiandeiro na primeira semana da sua entrada, não ganha nada, é para contento, e daí por diante ganhará segundo a sua habilidade. Este artigo fica ao arbítrio do Conselho pô-lo ou não em execução.
Artigo 2º
O director, ou quem suas vezes fizer, pode livremente expulsar do trabalho da fábrica qualquer operário que contrariar as disposições deste regulamento e contrato feito com todos e cada um dos seus operários.(...)
Artigo 5º
Pede-se à autoridade competente que aprove e mande registar nos arquivos públicos do Concelho este Regulamento e prestar o auxílio necessário ao Director, ou quem suas vezes fizer, para o fazer respeitar e executar."

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Regulamento da Fábrica do Rio Vizela, 1910 (8)

Serralheria
1) Os serralheiros deverão estar sempre preparados para receber qualquer peça que venha ter à oficina e dar solução às reparações e outros serviços que reclamem a sua assistência. (...)
a) Compete ao fogueiro:
1) Vigiar com a máxima atenção o funcionamento das caldeiras, não as deixando cair de pressão nem subir exageradamente, durante as horas de trabalho, para evitar interrupções.
2) Conservar sempre em bom estado todas as pastas das caldeiras em serviço, atendendo à limpeza, à conservação das fornalhas e principalmente ao bom funcionamento dos tubos de nível e das válvulas de segurança.
3) Pesar ou mandar pesar ao ajudante todos os dias o carvão a gastar, e quando seja preciso para a avaliação dos combustíveis pesar as escórias que se retiram cada dia.(...)
6) Fazer ou mandar fazer limpeza no cinzeiro do economizador todos os sábados, e quando julgue conveniente visita nas condutas gerais e dentro das caldeiras, avisar o mestre geral da serralharia, para que este, de acordo com o fogueiro, destine o serviço.
b) Compete ao maquinista:
1) Vigiar com a maior atenção possível o funcionamento da máquina do vapor e seus acessórios.(...)
3) Vigiar a lubrificação em todos os copos.
4) Fazer os empanques tanto da máquina como da bomba e do condensador. (...)
c) Compete ao turbineiro:
1) Vigiar pelo bom funcionamento da turbina, do regulador da mesma e dos bronzes principais do movimento.(...)
4) Auxiliar o maquinista nos engates e desengates das uniões de atrito.

domingo, 15 de novembro de 2009

Regulamento da Fábrica do Rio Vizela, 1910 (7)

Azeitadores
Disposições especiais

I- Linha d'eixo
1) Todos os azeitadores devem vigiar com atenção e regularidade os bronzes de que estão encarregados, não deixando aquece-los por descuido ou por falta de limpeza e lubrificação. (...)
4) Quando seja preciso botar ou retirar correias ou cabos, devem avisar e auxiliar os empregados encarregados destes serviços.

II - Máquinas
1) Os azeitadores devem vigiar com atenção e regularidade todas as partes do maquinismo que precisem de ser lubrificadas, não deixando por descuido encravar ou aquecer as peças de forma a produzir-se a interrupção do trabalho.(...)

Engomadeiras
I - Engomadeira de teias
Aos empregados desta máquina compete:
- Ter o maior cuidado com a percentagem das gomas, aproximando o mais possível das indicações dadas.
- Aproveitar o mais que seja possível as teias até ao final.(...)

II - Engomadeira de fazendas
Aos empregados desta máquina compete:
- Ter o maior cuidado com a percentagem das gomas.
- Atender sempre aos tipos das fazendas, para regular uniformemente.
- Não desperdiçar gomas.(...)

Tinturaria
(...)
4) Os horários da Fábrica são os mesmos para esta oficina, exceptuando-se os serões.
a) Quando sejam, porém, necessários os serões, os tintureiros são obrigados a fazê-los, sem remuneração.
5) Quando seja preciso, em dias fora do trabalho, estender ou recolher algodões tingidos cujas cores necessitam de certos cuidados, o mestre geral indicará aqueles operários necessários para efectuar esse serviço, sendo-lhe pago o tempo de trabalho. (...)


sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Regulamento da Fábrica do Rio Vizela, 1910 (6)

Tecelagem, disposições especiais (cont.)
(...)
10) O tecelão deve fazer o possível para a boa execução da obra, atendendo:
- não fazer pegados;
- não trabalhar com fios faltos;
- não deixar passar nas obras em xadrez fios a mais ou a menos;
-não dobrar os fios das ourelas;
- conservar a tiranteza precisa;
- não trocar as tramas em número e cor. Quando estas tramas sejam manchadas avisar o encarregado ou mestre geral;
-limpar a obra o melhor que for possível com as tesouras e as pinças.
(...)

I - Urdideiras

1) Deverá haver o cuidado de urdir sempre as teias do mesmo comprimento com a aproximação de 1 a 2 metros.
2) Não trocar as carretas no número de fio e na cor; arrumar sempre as carretas e não as atirar ao chão.
(...)

II - Encarretadeiras, caneleiras, torcedores

1) Cumpre desperdiçar o menos algodão possível; todos os dias os desperdícios de cada um serão apresentados ao encarregado destas máquinas.
(...)

III - Remetedeiras
1) Deve haver todo o cuidado em remeter as teias conforme as amostras entregues; quando haja erro e esse erro seja de quem está a remeter, terão de remeter novamente a mesma teia
(...)