Nas bordas do que resta da dita.
Tombo que se vai fazendo das coisas e dos factos do presente e do passado de Vila das Aves
quinta-feira, 29 de abril de 2010
quarta-feira, 28 de abril de 2010
segunda-feira, 26 de abril de 2010
Fotos antigas
domingo, 25 de abril de 2010
sexta-feira, 23 de abril de 2010
quinta-feira, 22 de abril de 2010
domingo, 18 de abril de 2010
A Capela da Senhora da Seca 2
No altar-mor da capela havia, no lugar central, a imagem da Sª da Seca, uma imagem da Senhora com o Menino
nos braços. Esta imagem tinha, ao seu lado direito, em lugar mais modesto, uma imagem cujo nome oferece alguma polémica: uns afirmam ser de Sta Florinda, mas outros, designadamente a sua proprietária, afirmam que se trata de Sta Rufina; do lado esquerdo existia uma imagem de Sta. Rosa. Abaixo deste plano e da imagem central, havia uma imagem de Stº Ovídio que o povo pronuncia Santo Ouvido e talvez por isso seja, para ele, o santo protector dos ouvidos.
Como se sabe, a pertença da capela nem sempre foi pacífica entre o povo, sobretudo quando os párocos das Aves deitavam alguma lenha para a fogueira… e havia, de vez em quando, algumas zaragatas por esse motivo que, se calhar, impediram a realização de mais actos religiosos na mesma.
Hoje, a capela está praticamente fechada, abrindo-se só para algum acto religioso mandado celebrar pelos proprietários ou acedendo a algum pedido.
A INVOCAÇÃO DA SENHORA DA SECA
Como surge esta invocação de Senhora da Seca (ou Sêca)?
O Dr. Geraldo apresentou a seguinte explicação, na mesma palestra que referimos anteriormente: "Quanto à invocação de Senhora da Sêca, ela parece-me facilmente explicável: Em ano de grande seca, os lavradores da terra terão levantado preces e feito clamores a pedir chuva. Obtida a graça, ter-se-á passado a chamar-lhe Capela da Senhora da Sêca em sinal de gratidão, e foi assim que chegou até nós, tendo desaparecido a invocação a Santa Maria. Desconhece-se porém, quando tal aconteceu. Mas o desaparecido “Livro dos Estatutos da Confraria do Subsigno” da Paróquia das Aves, em 1769, deixa-nos adivinhar como a Capela da Senhora da Sêca exercia então um pólo aglutinador na pastoral paroquial. De facto, os Estatutos ordenavam que se fizessem clamores, isto é, procissões de penitência e rogações às igrejas dos arredores e capelas. (…) É nesta prática que a Capela da Senhora da Sêca exerce o tal papel aglutinador.
nos braços. Esta imagem tinha, ao seu lado direito, em lugar mais modesto, uma imagem cujo nome oferece alguma polémica: uns afirmam ser de Sta Florinda, mas outros, designadamente a sua proprietária, afirmam que se trata de Sta Rufina; do lado esquerdo existia uma imagem de Sta. Rosa. Abaixo deste plano e da imagem central, havia uma imagem de Stº Ovídio que o povo pronuncia Santo Ouvido e talvez por isso seja, para ele, o santo protector dos ouvidos.Como se sabe, a pertença da capela nem sempre foi pacífica entre o povo, sobretudo quando os párocos das Aves deitavam alguma lenha para a fogueira… e havia, de vez em quando, algumas zaragatas por esse motivo que, se calhar, impediram a realização de mais actos religiosos na mesma.
Hoje, a capela está praticamente fechada, abrindo-se só para algum acto religioso mandado celebrar pelos proprietários ou acedendo a algum pedido.
A INVOCAÇÃO DA SENHORA DA SECA
Como surge esta invocação de Senhora da Seca (ou Sêca)?
O Dr. Geraldo apresentou a seguinte explicação, na mesma palestra que referimos anteriormente: "Quanto à invocação de Senhora da Sêca, ela parece-me facilmente explicável: Em ano de grande seca, os lavradores da terra terão levantado preces e feito clamores a pedir chuva. Obtida a graça, ter-se-á passado a chamar-lhe Capela da Senhora da Sêca em sinal de gratidão, e foi assim que chegou até nós, tendo desaparecido a invocação a Santa Maria. Desconhece-se porém, quando tal aconteceu. Mas o desaparecido “Livro dos Estatutos da Confraria do Subsigno” da Paróquia das Aves, em 1769, deixa-nos adivinhar como a Capela da Senhora da Sêca exercia então um pólo aglutinador na pastoral paroquial. De facto, os Estatutos ordenavam que se fizessem clamores, isto é, procissões de penitência e rogações às igrejas dos arredores e capelas. (…) É nesta prática que a Capela da Senhora da Sêca exerce o tal papel aglutinador.
Fauna
A coruja, espécie em risco, anda por cá e defende-se como pode, como se pode comprovar aqui.Como fotografar a dita, que é nocturna, silenciosa e solitária, não é tarefa tão fácil quanto fotografar os humanos protagonistas e o contador da ocorrência, não cremos que a foto apresentada no site da paróquia seja da "agressora".
É, aliás, mais provável, por ser mais vulgar, que se trate da coruja-das-torres, coruja-da-igreja, coruja-católica ou ... de nome científico "Tyto alba", ilustrada na foto ao lado e bem descrita na wikipedia...
E, com tal nome, a coruja até estaria em casa ou muito perto dela e o afastamento para o eucaliptal só pode ter sido temporário... Ou não fossem a Igreja, a torre e a Alameda do Padre Álvaro emblemáticos locais da paróquia das ... Aves !
sábado, 17 de abril de 2010
domingo, 11 de abril de 2010
sábado, 10 de abril de 2010
sexta-feira, 9 de abril de 2010
Indústria, séc. XIX
"No inquérito industrial de 1881, a sub-comissão encarregada desse trabalho no distrito do Porto não pôde, por motivos estranhos à sua vontade, visitar esta fábrica.A comissão central, no relatório geral do inquérito, estranha e lastima o facto de haver sido recusada aos seus delegados a entrada neste estabelecimento fabril.
O relatório, quanto à fábrica de Negrelos, conclui dizendo:
"Em vista do que a sub-comissão desistiu - nem podia fazer outra coisa - de conhecer acerca deste estabelecimento. As poucas notas indicadas nos mapas provêm das informações coligidas na repartição de fazenda de Santo Tirso. Consta aí que a fábrica tem 18.120 fusos e desses paga o imposto respectivo; mas informações de outros fabricantes acusam o número de 30.000 e a produção diária de 450 a 500 maços, anual de 130.000 a 150.000 maços com o valor de 250.000$000 reis a 300.000$ooo reis. Como registo apenas, e não como declaração positiva, inscreveremos estes números nos lugares competentes".
Segundo o inquérito de 1890, os elementos estatísticos, recolhidos pela respectiva comissão, dão como empregados nesta fábrica 629 operários de ambos os sexos. (...)
Actualmente, esta fábrica trabalha com 876 teares mecânicos e 31.000 fusos (...)
Alberto Pimentel, Santo Thyrso de Riba d'Ave, 1902
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