Rio Vizela, Lordelo, em Illustração Portuguesa, Abril de 1909.
A legenda engana: será mais apropriado dizer "em frente a Lordelo", pois as construções são da margem esquerda. A ponte ao fundo é a de Macabio?
Tombo que se vai fazendo das coisas e dos factos do presente e do passado de Vila das Aves
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Uma outra imagem da revista "Illustração Portuguesa" de Abril de 1909: a ponte do caminho de ferro e a junção do Ave e do seu afluente Vizela.
A revista "Illustração Portugueza" de 5 de Abril de 1909 ( que o nosso conterrâneo J. Moreira encontrou e teve a gentileza de me remeter) tem uma reportagem sobre o rio Ave, com algumas fotografias muito interessantes. O texto é difícil e cheio de floreados e referências clássicas a que já não estamos habituados.
O Padre Joaquim da Barca refere ainda, em nota de rodapé na página 106 da Monografia que "o julgamento realizou-se no dia 5 de Julho de 1912 (...). O farmacêutico Bernardino G. Ferreira, acusado de ter tocado o sino, com outros, para o levantamento do povo, esse, depois de muitas e arriscadas aventuras, conseguiu fugir para a Espanha e foi um dos homens do Paiva Couceiro, na invasão de Trás-os-Montes, em 1912.

O jornal "Ecos de Negrelos" tem vindo a publicar, nas suas edições mais recentes, o folhetim que o Padre Álvaro Guimarães escreveu em 1921 para o "Ecos de Negrelos" de então, um semanário que se publicava em ... S. Miguel das Aves. Descrevia ele, nesse folhetim, as agruras por que passaram os presos políticos tidos como autores do movimento contra-revolucionário conhecido por Monarquia de Santo Tirso ( Setembro de 1911).
Retomo o texto do Padre da Barca ( S. Miguel das Aves, Monografia, 1953):
O Padre Joaquim da Barca, no seu livro "S. Miguel das Aves, monografia", (1953), refere-se assim à proclamação da República, falando da nossa terra:
Comemoram-se 100 anos de República. A visão que nos apresentam as comemorações oficiais é uma visão "branqueada" que transforma um período histórico de violência e conflito numa revolução limpa e sem mácula... Salazar terá dito anos mais tarde que "simultânea ou sucessivamente, meio Portugal acabou por ir parar às democráticas cadeias da República, a maioria das vezes sem saber porquê" ( ver Vasco Pulido Valente em prefácio de"O Poder e o Povo").