sábado, 16 de abril de 2011

O Imediato Negativo - Poemas

de José Afonso de Castro Bastos

Edição de 1988

Execução Gráfica:

Gráfica Vimaranense

Guimarães


103 Páginas


Hino à Juventude


Há urgência de amor entre os anseios

Que te incendeiam

As horas sempre azuis


Há quem te queira desvirtuar a vida

Roubando-te as estrelas que inventaste


Continua a sonhar de peito aberto

Nessa pureza que desbrava o mundo

E a vida em cada instante será tua

No jeito que o futuro te aprouver


De mãos entrelaçadas serás fruto

O germén de florir a humanidade

Na água do teu riso

E do teu canto

A Queda e Evasão de Goa, Damão e Diu

de Luís Pinto (1940 -   )



Edição de Julho de 2009

Paginação e impressão: Liberto e Filho - Artes Gráficas, Lda - Vila das Aves

126 Páginas

Tiragem: 150 exemplares





" É triste perder assim um território! E foi assim na tarde de 19 de Dezembro que começamos a ser "prisioneiros de guerra". Sem saber ainda o martírio que iríamos passar durante vários meses. (...)
Antes de seguirmos para o campo de prisioneiros fomos obrigados a percorrer de manhã à noite as ruas da cidade, sempre escoltados por centenas de soldados indianos.(...) Éramos enxovalhados pela população, pedíamos água e eles atiravam com a água à nossa cara e cuspiam na nossa cara. Os goeses foram injustos."
 ( pág. 40)


"Fomos obrigados a ficar em sentido. Eis que surge pela porta de entrada um pelotão de fuzilamento acompanhado por um general alto, de barba, arrogante, prostrando-se à nossa frente, aí a uns 20 ou 30 metros.(...) Aquele pelotão de fuzilamento não vinha ali brincar às 2 ou 3 da madrugada. (...) E foi com espanto que naquele momento meia dúzia de soldados, em sítios diferentes, deram um passo em frente, desafiando aquele general e o seu pelotão de fuzilamento (...). (...) Os nossos camaradas marinheiros, mais atrás na formatura, gritaram "queremos a liberdade, queremos a liberdade".
"... o general deu ordens ao pelotão para começar a fuzilar os presos." ... o nosso capelão, naquele segundo antes da chacina, avançou direito ao general. (...) depois da conversa dos dois militares, foi-nos comunicado pelo capelão para pedir perdão ao general por aquela atitude que tivemos perante ele, considerada como uma ofensa pessoal e militar!" ( pág. 50 a 54).

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Vila das Aves, Elementos para uma monografia

de Fernando Marques de Oliveira ( 1931 - )





Edição de 1 de Novembro de 2005

Montagem, Impressão e Acabamentos: Tipografia das Aves.

240 páginas.

Tiragem: 200 exemplares


"Elementos para uma monografia (...) vai ser título de um conjunto de informações sobre a terra que é nossa e cujo conhecimento é um dever.
Vila das Aves, Elementos para uma Monografia aqui fica, nas mãos do leitor amigo, para analisar, corrigir, completar e castigar, onde mereça." (pág. 11).



sábado, 9 de abril de 2011

Festas da Vila 2011: para memória

As festas da Vila decorreram no Fábrica do Rio Vizela, no passado fim de semana...

Para muitos, foi revisitar o antigo ambiente de trabalho.
Para outros, oportunidade de ver ao perto o que só conheciam de longe.
Para muitos, olhando a grandiosidade do passado, altura de indagar: que futuro para o local da grande indústria, que utilidade para a enorme infraestrutura que se degradando a cada dia que passa?




sexta-feira, 1 de abril de 2011

S. Miguel das Aves em meados do século XIX

nO BLOG DO "ENTRE MARGENS" E NA EDIÇÃO EM PAPEL DO MESMO JORNAL:

QUINTA-FEIRA, MARÇO 31, 2011


S. Miguel das Aves em meados do século XIX









A pretexto dos 56 anos de vila, e com ajuda do escritor Arnaldo Gama, recuamos na edição de hoje do Entre Margens até 1859.
Reunidas no volume “Só as Mulheres Sabem Amar” - (Verdades e Ficções)”, Arnaldo Gama publicou nesse ano uma série de novelas de cariz romântico.
Entre essas novelas, destaca-se “Um Defeito de Organização”; não só porque a ação se passa em S. Migueldas Aves e nas terras vizinhas, mas sobretudo porque permanece como um testemunho dos usos e costumes das gentes do Minho (região à qual S. Miguel das Aves pertencia). Joaquim Moreira leu a novela e dá-nos conta da importância que a mesma tem para a história local.
O colaborador do Entre Margens, na parte final do seu texto (que pode ser lido na edição publicada nesta quinta-feira) conclui que “seria de todo o interesse" a reedição deste livro, pois estão lá bem documentadas “as tradições, usos e costumes, e a linguagem” típica desta região. É um“património que nos interessa preservar como comunidade. Quem sabe estudada pelos jovens nas nossas escolas. Para além de ficarem a conhecer o romantismo na literatura - porque é uma novela romântica-, aprenderiam a nossa História como povo”, refere Joaquim Moreira.
Brevemente, o texto “Uma novela em S. Miguel das Aves”estará também disponível neste blog.

Fotos antigas

Até nem é muito antiga, no local é que está tudo mudado...

segunda-feira, 28 de março de 2011

Poemas escolhidos

de Fernandes Valente Sobrinho
(José Mendes Fernandes da Silva)

Aos grandes vultos da medicina portuguesa:
Prof. Dr. Roncon de Albuquerque,
Prof. Dr. Cerqueira Magro e
Prof. Dr. Tomé Ribeiro.

Edição de 1998

Composto e Imp. na Tip. das Aves

225 Páginas



NEUROSE


Eu sinto-me ofendido e revoltado,

A vida não me corre de feição,

Quero-me só de quarto bem fechado

Como um detido dentro da prisão.


Quero sentir apenas ao meu lado

O fumo do cigarro e a solidão...

Eu sou, da vida, o velho condenado

A quem assiste apenas a razão...


Quero permanecer alheio a tudo

Como se fosse sudo, cego e mudo;

Tudo o qué hipocrisia, a humanidade...


Erguer ante a matéria o meu desprezo,

Mas tendo em mim o coração aceso

Para ganhar na vida a eternidade!...

segunda-feira, 21 de março de 2011

Hora Sensual - Sonetos

de José Afonso de Castro Bastos

Edição de 1982

Comp. e Imp. nas Oficinas Gráficas

do Centro Juvenil de S. José

Guimarães


58 Páginas


Hora Sensual


Eu sinto a mansidão que vem no vento,
À tarde, entre a fragância dos pinhais;
Percerre-me um estranho sentimento
Eivado de desejos sensuais!

Na quietude azul do firmamento
Passam, cantando, bandos de pardais
E eu deixo esvoaçar o pensamento
Na praia dos meus sonhos irreais!

E como núvem branca de algodão,
Serena, palpitando de ilusão,
Que outra mais bela não a tem o mundo;

A tua imagem que eu prendo em meus dedos,
Fica bailando ante os meus olhos quedos
Na mais viva expressão de amor profundo!

quarta-feira, 16 de março de 2011

GRANDE TRABALHO!




É digna dos maiores elogios, a grandiosa tarefa que a
Câmara Tirsense desenvolve junto ao estádio do C.D.das Aves!
Quando quer, é rápida e eficaz a agir,
aliás como é seu hábito nestas coisas.
De uma penada, zás!
E, pelos vistos, vai ser tudo passado a cimento!
Acabam-se assim os problemas.
Já se prefigura uma acção semelhante na rua dos Bombeiros e talvez na 4 de Abril, tal como já aconteceu frente à escola da Ponte (lado norte).
Em questões de bota abaixo, esta Câmara é exemplar!

domingo, 13 de março de 2011

Fotos antigas

Automotora diesel na Ponte de Caniços ( por volta de 1965)

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

A Associação Humanitária das Aves (6)

Junta de Freguesia de Vila das Aves,
por volta de 1970 
Foram estabelecidos contactos com a Corporação de Rebordosa. Esta corporação era recente e foi de uma abertura e disponibilidade que permite considerar os Bombeiros de Rebordosa como os autênticos padrinhos dos Bombeiros de Vila das Aves. Eles tinham, recentemente, percorrido o caminho que era preciso percorrer e deram indicações preciosas. Nomeadamente sobre a necessidade de constituir uma Associação que previsse a constituição de um Corpo de Bombeiros. É aqui que surge a urgência da constituição da Associação. O dr. Arnaldo Gouveia, advogado avense com escritório em Guimarães, redigiu os Estatutos. Contactou-se o notário e foi marcada a escritura para o dia 2 de Julho de 1977. O acto teve lugar no Salão Nobre da Junta de Freguesia de Vila das Aves.
Foram fundadores (embora nem todos tivessem estado presentes na cerimónia) os seguintes indivíduos, que sortearam entre si os números de 1 a 21 pela ordem indicada: Joaquim Ferreira de Abreu, Joaquim Costa Correia, Manuel Costa Pinheiro, Augusto Lopes Machado, António José Simões A. Carvalho, Armando de Abreu Martins, António Carlos Ferreira Marques, Arnaldo Dias Gouveia, Manuel Ribeiro, Luís Gonzaga Maia Frutuoso, Alfredo Ribeiro Ferreira, Joaquim Couto Azevedo, Francisco da Silva Ribeiro, Augusto Barbosa dos Santos, Emídio Ferreira de Lima, António Fernandes, Américo Freire Pedrosa, Armindo Machado, Lino Fernando R. Alves Costa, Floriano  Machado S. Moreira e Manuel Nunes A. Miranda.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

A Associação Humanitária das Aves (5)

Foto de www.bvaves.pt/historial
Fez-se um peditório, cujo resultado não terá sido brilhante.
Realizou-se um torneio de Futebol de Salão ( na Fábrica do Vasco), torneios de chincalhão na bouça das Fontainhas e um Moto-cross, na Barca, que acabou por não dar lucro por causa dos cachets dos principais participantes. O grupo promotor da ambulância começou a reunir-se na Junta de Freguesia.
A visão sobre o funcionamento de um futuro serviço de ambulância leva o grupo a pensar em Bombeiros. O maior entusiasta desta via é o Augusto Barbosa, que é colega de trabalho, no Porto, do segundo comandante dos Bombeiros Voluntários do Porto, o qual lhe dá informações concretas sobre as condições necessárias para a concretização da ideia do grupo. Um dia, decidiu-se no grupo fundador falar com os Bombeiros Voluntários de Santo Tirso (Vermelhos), apesar de, por princípio, não se pretender nada com eles. Arranjou-se a reunião, em Santo Tirso, e nele estiveram o Barbosa, o Emídio Lima  e o António Carvalho. Os interlocutores tirsenses afirmavam, convictamente, que, quando muito, se poderia vir a conseguir constituir uma secção de uma corporação da sede do concelho. Nessa conversa, o Comandante da corporação tirsense deixou escapar um desabafo que constituiu o "santo e a senha" para o que se passou a seguir: " não posso compreender como é que Rebordosa  conseguiu, visto que têm corporação na sede do concelho".