A aplicação das posturas nas freguesias rurais:
Tombo que se vai fazendo das coisas e dos factos do presente e do passado de Vila das Aves
segunda-feira, 25 de abril de 2011
segunda-feira, 18 de abril de 2011
Posturas de Famalicão, 1873
Em 1873, S. Miguel das Aves pertencia ao concelho de Vila Nova de Famalicão e as posturas municipais desse concelho, publicadas nessa data, tinham certamente aplicação aqui.
O Capítulo respeitante a Caça e Pesca dá a entender que perdizes, codornizes, coelhos e lebres deveriam existir em relativa abundância.
É curioso verificar como se pretende defender os animais de processos de caça traiçoeiros ( "é defeso caçar coelhos ou lebres em qualquer tempo do ano com rede laço ou fio de arame, à espera ou qualquer outro modo traiçoeiro".
No entanto, " no tempo não defeso, é permitido caçar coelhos ou lebres com arma de fogo", mas "tão somente às pessoas que estiverem munidas da licença"....
Noutro capítulo, no artigo 143º, refere-se a possibilidade de a Câmara "ordenar que nas freguesias rurais do concelho se faça montaria à raposa ou a qualquer outro animal bravo e daninho", os moradores que forem avisados são obrigados a concorrer, com pena de 500 réis de multa aos que faltarem ( mas só é avisada uma pessoa de cada casa...)
sábado, 16 de abril de 2011
O Imediato Negativo - Poemas
de José Afonso de Castro BastosEdição de 1988
Execução Gráfica:
Gráfica Vimaranense
Guimarães
103 Páginas
Hino à Juventude
Há urgência de amor entre os anseios
Que te incendeiam
As horas sempre azuis
Há quem te queira desvirtuar a vida
Roubando-te as estrelas que inventaste
Continua a sonhar de peito aberto
Nessa pureza que desbrava o mundo
E a vida em cada instante será tua
No jeito que o futuro te aprouver
De mãos entrelaçadas serás fruto
O germén de florir a humanidade
Na água do teu riso
E do teu canto
A Queda e Evasão de Goa, Damão e Diu
de Luís Pinto (1940 - )
Edição de Julho de 2009
Paginação e impressão: Liberto e Filho - Artes Gráficas, Lda - Vila das Aves
126 Páginas
Tiragem: 150 exemplares
" É triste perder assim um território! E foi assim na tarde de 19 de Dezembro que começamos a ser "prisioneiros de guerra". Sem saber ainda o martírio que iríamos passar durante vários meses. (...)
Antes de seguirmos para o campo de prisioneiros fomos obrigados a percorrer de manhã à noite as ruas da cidade, sempre escoltados por centenas de soldados indianos.(...) Éramos enxovalhados pela população, pedíamos água e eles atiravam com a água à nossa cara e cuspiam na nossa cara. Os goeses foram injustos." ( pág. 40)
"Fomos obrigados a ficar em sentido. Eis que surge pela porta de entrada um pelotão de fuzilamento acompanhado por um general alto, de barba, arrogante, prostrando-se à nossa frente, aí a uns 20 ou 30 metros.(...) Aquele pelotão de fuzilamento não vinha ali brincar às 2 ou 3 da madrugada. (...) E foi com espanto que naquele momento meia dúzia de soldados, em sítios diferentes, deram um passo em frente, desafiando aquele general e o seu pelotão de fuzilamento (...). (...) Os nossos camaradas marinheiros, mais atrás na formatura, gritaram "queremos a liberdade, queremos a liberdade".
"... o general deu ordens ao pelotão para começar a fuzilar os presos." ... o nosso capelão, naquele segundo antes da chacina, avançou direito ao general. (...) depois da conversa dos dois militares, foi-nos comunicado pelo capelão para pedir perdão ao general por aquela atitude que tivemos perante ele, considerada como uma ofensa pessoal e militar!" ( pág. 50 a 54).
" É triste perder assim um território! E foi assim na tarde de 19 de Dezembro que começamos a ser "prisioneiros de guerra". Sem saber ainda o martírio que iríamos passar durante vários meses. (...)
Antes de seguirmos para o campo de prisioneiros fomos obrigados a percorrer de manhã à noite as ruas da cidade, sempre escoltados por centenas de soldados indianos.(...) Éramos enxovalhados pela população, pedíamos água e eles atiravam com a água à nossa cara e cuspiam na nossa cara. Os goeses foram injustos." ( pág. 40)
"Fomos obrigados a ficar em sentido. Eis que surge pela porta de entrada um pelotão de fuzilamento acompanhado por um general alto, de barba, arrogante, prostrando-se à nossa frente, aí a uns 20 ou 30 metros.(...) Aquele pelotão de fuzilamento não vinha ali brincar às 2 ou 3 da madrugada. (...) E foi com espanto que naquele momento meia dúzia de soldados, em sítios diferentes, deram um passo em frente, desafiando aquele general e o seu pelotão de fuzilamento (...). (...) Os nossos camaradas marinheiros, mais atrás na formatura, gritaram "queremos a liberdade, queremos a liberdade".
"... o general deu ordens ao pelotão para começar a fuzilar os presos." ... o nosso capelão, naquele segundo antes da chacina, avançou direito ao general. (...) depois da conversa dos dois militares, foi-nos comunicado pelo capelão para pedir perdão ao general por aquela atitude que tivemos perante ele, considerada como uma ofensa pessoal e militar!" ( pág. 50 a 54).
sexta-feira, 15 de abril de 2011
Vila das Aves, Elementos para uma monografia
de Fernando Marques de Oliveira ( 1931 - )
Edição de 1 de Novembro de 2005
Montagem, Impressão e Acabamentos: Tipografia das Aves.
240 páginas.
Tiragem: 200 exemplares
Etiquetas:
Bibliografia avense,
Fernando Marques de Oliveira
sábado, 9 de abril de 2011
Festas da Vila 2011: para memória
As festas da Vila decorreram no Fábrica do Rio Vizela, no passado fim de semana...
Para muitos, foi revisitar o antigo ambiente de trabalho.
Para outros, oportunidade de ver ao perto o que só conheciam de longe.
Para muitos, olhando a grandiosidade do passado, altura de indagar: que futuro para o local da grande indústria, que utilidade para a enorme infraestrutura que se degradando a cada dia que passa?

sexta-feira, 1 de abril de 2011
S. Miguel das Aves em meados do século XIX
nO BLOG DO "ENTRE MARGENS" E NA EDIÇÃO EM PAPEL DO MESMO JORNAL:
QUINTA-FEIRA, MARÇO 31, 2011
S. Miguel das Aves em meados do século XIX

A pretexto dos 56 anos de vila, e com ajuda do escritor Arnaldo Gama, recuamos na edição de hoje do Entre Margens até 1859.
Reunidas no volume “Só as Mulheres Sabem Amar” - (Verdades e Ficções)”, Arnaldo Gama publicou nesse ano uma série de novelas de cariz romântico.
Entre essas novelas, destaca-se “Um Defeito de Organização”; não só porque a ação se passa em S. Miguel das Aves e nas terras vizinhas, mas sobretudo porque permanece como um testemunho dos usos e costumes das gentes do Minho (região à qual S. Miguel das Aves pertencia). Joaquim Moreira leu a novela e dá-nos conta da importância que a mesma tem para a história local.
O colaborador do Entre Margens, na parte final do seu texto (que pode ser lido na edição publicada nesta quinta-feira) conclui que “seria de todo o interesse" a reedição deste livro, pois estão lá bem documentadas “as tradições, usos e costumes, e a linguagem” típica desta região. É um“património que nos interessa preservar como comunidade. Quem sabe estudada pelos jovens nas nossas escolas. Para além de ficarem a conhecer o romantismo na literatura - porque é uma novela romântica-, aprenderiam a nossa História como povo”, refere Joaquim Moreira.
Brevemente, o texto “Uma novela em S. Miguel das Aves”estará também disponível neste blog.
segunda-feira, 28 de março de 2011
Poemas escolhidos
Aos grandes vultos da medicina portuguesa:
Prof. Dr. Roncon de Albuquerque,
Prof. Dr. Cerqueira Magro e
Prof. Dr. Tomé Ribeiro.
Edição de 1998
Composto e Imp. na Tip. das Aves
225 Páginas
NEUROSE
Eu sinto-me ofendido e revoltado,
A vida não me corre de feição,
Quero-me só de quarto bem fechado
Como um detido dentro da prisão.
Quero sentir apenas ao meu lado
O fumo do cigarro e a solidão...
Eu sou, da vida, o velho condenado
A quem assiste apenas a razão...
Quero permanecer alheio a tudo
Como se fosse sudo, cego e mudo;
Tudo o qué hipocrisia, a humanidade...
Erguer ante a matéria o meu desprezo,
Mas tendo em mim o coração aceso
Etiquetas:
Bibliografia avense,
Fernandes Valente Sobrinho
segunda-feira, 21 de março de 2011
Hora Sensual - Sonetos
Edição de 1982
Comp. e Imp. nas Oficinas Gráficas
do Centro Juvenil de S. José
Guimarães
58 Páginas
Hora Sensual
Eu sinto a mansidão que vem no vento,
À tarde, entre a fragância dos pinhais;
Percerre-me um estranho sentimento
Eivado de desejos sensuais!
Na quietude azul do firmamento
Passam, cantando, bandos de pardais
E eu deixo esvoaçar o pensamento
Na praia dos meus sonhos irreais!
E como núvem branca de algodão,
Serena, palpitando de ilusão,
Que outra mais bela não a tem o mundo;
A tua imagem que eu prendo em meus dedos,
Fica bailando ante os meus olhos quedos
Na mais viva expressão de amor profundo!
quarta-feira, 16 de março de 2011
GRANDE TRABALHO!

É digna dos maiores elogios, a grandiosa tarefa que a
Câmara Tirsense desenvolve junto ao estádio do C.D.das Aves!
Quando quer, é rápida e eficaz a agir,
aliás como é seu hábito nestas coisas.
De uma penada, zás!
E, pelos vistos, vai ser tudo passado a cimento!
Já se prefigura uma acção semelhante na rua dos Bombeiros e talvez na 4 de Abril, tal como já aconteceu frente à escola da Ponte (lado norte).
Em questões de bota abaixo, esta Câmara é exemplar!
domingo, 13 de março de 2011
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