Rua Dª. Eva M. Guimarães, 1997
Tombo que se vai fazendo das coisas e dos factos do presente e do passado de Vila das Aves
segunda-feira, 17 de outubro de 2011
domingo, 9 de outubro de 2011
segunda-feira, 3 de outubro de 2011
terça-feira, 27 de setembro de 2011
A capela da Senhora da Seca
quinta-feira, 8 de setembro de 2011
sábado, 3 de setembro de 2011
Igreja de Sobrado, Vila das Aves
Sobre uma iniciativa de limpeza da Igreja de Sobrado há notícia aqui e houve outra algures no Facebook.
Iniciativas destas são louváveis.Mas, para um trabalho sério de restauração, no respeito pelo passado da Igreja de Sobrado ( não lhe chamemos capela, porque foi a Igreja Paroquial de Santo André de Sobrado enquanto esta paróquia foi autónoma), devemos procurar saber como era ela antigamente.
As pessoas com mais de 50 anos devem recordar e há muitos documentos que o atestam: o aspecto exterior da Igreja não era nada do que mostra agora.
Já apresentamos antes as fotos comparativas aqui .
O pequeno filme que apresentamos agora é mais um documento para alertar para o óbvio: a Igreja de Sobrado autêntica tem as paredes rebocadas de branco e não as pedras à vista como se apresenta hoje.
quinta-feira, 1 de setembro de 2011
Fotos antigas
Um cortejo de oferendas (Patronato?), talvez no final da década de 50 do séc.XX.
Qual a rua ? A calçada portuguesa não existia em muitas ruas...
quinta-feira, 28 de julho de 2011
Curiosidades linguísticas de cá...(III)
| Quinta em Vila das Aves que, cerca de 1850, era da família de Arnaldo Gama |
"Senhor - disse ele - esta minha mulher é tola da cabeça, porém é munto fina; mas a mim não me embaça, conheço-a nos ares. Ela quer dizer que eu sou muito suspedor em boa-fé, mas eu cá me entendo, que sou munto fino. Ora bem cá, mulher do diabo - continuou ele voltando-se para a mulher - não te alembras daquele dia em que a Maricas ficou a chorar, e com a cara bromelha de ûa banda, quando saiu de casa dela a senhora D. Emília, que querem dizer que foi uma bofetada que ela le deu por bia do senhor Fernandinho? Não te alembras que me dicheste que o biste sair de casa dela e ocurtar-se por trás dos amieiros do rio? E demais, acrescentou endireitando a cabeça com ares de discursador que arremessa o seu último e irresistível argumento - de quem querias que fosse o filho? de mim?
- Lebe o demo se o dubido, qu'és muito capaz disso - replicou a mulher com ironia."
domingo, 17 de julho de 2011
Curiosidades linguísticas de cá...(II)
| Há décadas que Arnaldo Gama dá o nome a uma alameda na Vila das Aves |
-Parece-me que não -respondi eu - o dia está encoberto, mas tanto melhor, por causa do calor. Como está a comadre?
- Mercês, beije-me mão de bo-senhoria. Mui bem desbalitada p'la fraqueza, Mas a-dei, senhor, que se lh´há-de fazer? Coisas do mundo. O surgião mandoule tomar uns caurdos de galinha fortes, e eu, como quem não quer a coisa, fui mandando meter no panêlo ûas catro calcorés que me deu honte o Manel do Rio... Mas infinamente vo-senhoria não entra?
- Eu espero aqui, compadre. Não quero incómodos, e mesmo para os não demorar mais.
- Pois antão não há-de bober ûa pinga?
( em nota de rodapé, Arnaldo Gama esclarece que moufa é cacimba, orvalho, isso que por aí chamam chuva de molha todos, ou tolos, como diz o vulgo.
Nós garantimos que a palavra ainda se usa por cá com esse sentido... )
sexta-feira, 8 de julho de 2011
Curiosidades linguísticas de cá...
| Arnaldo Gama : estátua no Porto, junto à muralha Fernandina, próximo da Praça da Batalha |
Esta obra do portuense que passava as férias em S. Miguel das Aves, na Quinta do Outeiro, tem muito mais sobre S. Miguel das Aves e sobre a região ( o Minho, de que éramos ... e somos parte, apesar de tudo...) do que "O segredo do Abade", também já referido aqui, aqui e aqui .
Escreve o autor: " O Minho tem uma fraseologia e uma pronúncia particular. Não é só nos bb e nos vv que erra a pronúncia; erra-a nos rr e nos ll ainda mais escandalosamente,e, sobretudo, erra-a no modo arbitrário como cada um pronuncia as palavras, ainda mesmo aquelas que são exclusivas da província". (...). Para provar o que digo, vou pois fazer falar os minhotos com a pronúncia que se pode chamar o tipo geral da província. (...).
(...) - E o criado?
- Lá 'stá de catrambias na barra. Honte caijo morria de uma topada à porta do quinteiro: a lûa 'stava bem crara mas aquilo é um 'stavareda, binha muito fistor p'la porta dentro, tropeçou num fueiro que 'stava no chom, e esmurrou as ventans e os queixos na padieira da porta, e esfarrapou as caurças. Ficou com a cabeça vastante relaxada da cahida, e assim pediu-me que biesse 'stifazer a ovrigação.
- E que horas são?
-Aicho que onze; o sol já vai aurto ha munto.
(pag. 35, 36 e 37)
O autor, em nota de rodapé esclarece o leitor sobre as palavras barra e 'stavareda. Esta última ainda se usa por cá. Transcrevo a nota sobre a barra ( que, quando criança, ainda vimos tal e qual...): " Grande taboleiro, sobrado, ou como quiserem chamar, a modo de sótão, cheio de palha, e por cima dos currais do gado, por cuja porta se entra para ele, e onde dormem os criados e os filhos varões dos lavradores do Minho, enquanto são solteiros."
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