domingo, 30 de outubro de 2011

S. Miguel e as Aves

                                                       Num pequeno opúsculo de 15 páginas, precursor da Monografia, o Padre Joaquim da Barca, referindo as pontes existentes na freguesia, escreveu:                                                                                                      "da Ponte Velha, da qual não se sabe a era, foi grande beneficiador o sr. Honoré Vavasseur, segundo director da F.ª do R.º Vizela, tendo-lhe levantado e alargado o leito com uma boa cachorrada e passeios de granito - 1890 1891. Do lado de S. Miguel das Aves, à entrada da Ponte Velha, há umas velhas alminhas, de cujo retábulo é o Arcanjo S. Miguel a principal das figuras, como que a dizer: desta banda mando eu."


A figura tutelar de S. Miguel, a marcar  a entrada na freguesia, na Ponte Velha desapareceu sem deixar marca: quem saberá dizer onde se situavam as alminhas referidas?
Actualmente, a figura de S. Miguel marca a entrada na nossa terra pela Ponte Nova, reafirmando "desta banda mando eu..."
S. Miguel, das Aves, que Negrelos é para lá do rio...

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Fotos antigas

Rua Dª. Eva M. Guimarães, 1997

domingo, 9 de outubro de 2011

Fotos antigas

Fontainhas, 1989

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Fotos antigas

Alameda Arnaldo Gama, em 1991

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Fotos antigas

Tojela, quando ainda havia árvore.

Fotos antigas

    Romão, 1997

A capela da Senhora da Seca

A capelinha da Senhora da Seca, em Luvazim, Lordelo, já foi tratada aqui e aqui.
Creio que se trata de um caso notável de manutenção do aspecto antigo no que respeita ao revestimento exterior.

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

sábado, 3 de setembro de 2011

Igreja de Sobrado, Vila das Aves

Sobre uma iniciativa de limpeza da Igreja de Sobrado há notícia aqui   e houve outra algures no Facebook.
Iniciativas destas são louváveis.
Mas, para um trabalho sério de restauração, no respeito pelo passado da Igreja de Sobrado ( não lhe chamemos capela, porque foi a Igreja Paroquial de Santo André de Sobrado enquanto esta paróquia foi autónoma), devemos procurar saber como era ela antigamente.
As pessoas com mais de 50 anos devem recordar e há muitos documentos que o atestam: o aspecto exterior da Igreja não era nada do que mostra agora.
Já apresentamos antes as fotos comparativas aqui .
O pequeno filme que apresentamos agora é mais um documento para alertar para o óbvio: a Igreja de Sobrado autêntica tem as paredes rebocadas de branco e não as pedras à vista como se apresenta hoje.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Fotos antigas

Um cortejo de oferendas (Patronato?), talvez no final da década de 50 do séc.XX. 
Qual a rua ? A calçada portuguesa não existia em muitas ruas... 

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Curiosidades linguísticas de cá...(III)

Quinta em Vila das Aves que,
cerca de 1850, era da família de Arnaldo Gama
Algumas passagens mais de "Só as mulheres sabem amar-Verdades de Ficções 1ºVol - Um defeito de organização"(1856), de Arnaldo Gama, onde se relevam algumas particularidades da linguagem usada por cá há mais de 150 anos:
"Senhor - disse ele - esta minha mulher é tola da cabeça, porém é munto fina; mas a mim não me embaça, conheço-a nos ares. Ela quer dizer que eu sou muito suspedor em boa-fé, mas eu cá me entendo, que sou munto fino. Ora bem cá, mulher do diabo - continuou ele voltando-se para a mulher - não te alembras daquele dia em que a Maricas ficou a chorar, e com a cara bromelha de ûa banda, quando saiu de casa dela a senhora D. Emília, que querem dizer que foi uma bofetada que ela le deu por bia do senhor Fernandinho? Não te alembras que me dicheste que o biste sair de casa dela e ocurtar-se por trás dos amieiros do rio? E demais, acrescentou endireitando a cabeça com ares de discursador que arremessa o seu último e irresistível argumento - de quem querias que fosse o filho? de mim?
- Lebe o demo se o dubido, qu'és muito capaz disso - replicou a mulher com ironia."

domingo, 17 de julho de 2011

Curiosidades linguísticas de cá...(II)

Há décadas que Arnaldo Gama
dá o nome a uma alameda na
Vila das Aves
"Meia hora depois cheguei a casa do meu compadre.(...)-Então tardei?, disse eu, apeando-me.-Não senhor... Ó cachopa - interrompeu-se de repente o meu compadre, chamando para dentro, e já com o meu cavalo de rédea - bem pegar no cabalo do fidaurgo,  e mete-o lá na córte. Não senhor, continuou, voltando-se de novo para mim  - é que infinamente eu bim-me prantar à porta há um tudo-nadica, p'ra ver como ia o clibio do dia, que a modo que teremos por hi moufa...(...)
-Parece-me que não -respondi eu - o dia está encoberto, mas tanto melhor, por causa do calor. Como está a comadre?
- Mercês, beije-me mão de bo-senhoria. Mui bem desbalitada p'la fraqueza, Mas a-dei, senhor, que se lh´há-de fazer?  Coisas do mundo. O surgião mandoule tomar uns caurdos de galinha fortes, e eu, como quem não quer a coisa, fui mandando meter no panêlo ûas catro calcorés que me deu honte o Manel do Rio... Mas infinamente vo-senhoria não entra?
- Eu espero aqui, compadre. Não quero incómodos, e mesmo para os não demorar mais.
- Pois antão não há-de bober ûa pinga?

( em nota de rodapé, Arnaldo Gama esclarece que moufa é cacimba, orvalho, isso que por aí chamam chuva de molha todos, ou tolos, como diz o vulgo. 
Nós garantimos que a palavra ainda se usa por cá com esse sentido... )