sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Maria N'Goi




Maria N'Goi de Cidálio Ferreira


Impresso na Tipografia das Aves

- Liberto & Filho - Artes Gráficas, Lda.

Vila das Aves, Junho 2005



"Na verdade eu voava para o desconhecido mas também, por isso mesmo, ia cheio de curiosidade e entusiasmo. Em Portugal, mesmo nas escolas, mal se ouvia falar de Cabinda.

Em Luanda deram-me informações mais concretas mas do tipo "se-fosse-a-si-não-ia", o clima é mau, a guerra mais difícil porque aquilo está encravado nos Congos, nem há hospital em condições, não há nada! Um inferno sabe?"



Este é um livro de memórias de Cidálio Ferreira, avense ilustre, colaborador da imprensa local durante vários anos e viajante, por razões profissionais, pelos quatro cantos do mundo. Neste caso são memórias da sua passagem por Cabinda. O livro é dedicado "ao querido amigo João Carlos Romão Fernandes".


"Escrever sobre Cabinda, agora, é chorar uma lágrima de saudade em cada palavra. Falar de Cabinda não cabe num livro. Seria preciso escrever uma outra Bíblia. Cabinda é Cabinda! Todo um arco-íris de sentimento, de alegria, de realidade, de cor, de força! Nas florestas, no céu, no mar e nos lagos, no infinito ... Cabinda e seus mistérios. Seus usos e costumes, seus batuques e seu feitiço. Festas na rua e no terreiro. Liberdade sde espírito. Cabinda não tem igual! Porque Cabinda tem petróleo, ouro, diamantes, fosfatos, urânio, café e cacau, madeiras raras, abacaxi e maracujá, florestas enormes. Porque acima de todas as coisas Cabinda tem juventude pulsando nas veias"



(do Prefácio)

domingo, 15 de janeiro de 2012

A escola particular dos Garrett, na Quinta da Carreira

A escola particular que José Maria Almeida Garrett fundou na sua Quinta da Carreira aparece referida no livro, publicado em 1884, "Auroras da Instrucção pela Iniciativa Particular".
Deve notar-se que o autor não foi autorizado a divulgar o nome do fundador ( "um moço cujo nome nos é vedado divulgar") e deve registar-se a data de fundação da escola: 1878. A relativa proximidade no tempo entre a publicação do livro e os acontecimentos de 1870  que mudaram o rumo da vida de José Maria de Almeida Garrett foram, certamente, determinantes na decisão de não divulgar o nome. É interessante, também, verificar que havia ensino elementar e complementar, e ainda francês, latim, canto e piano, tudo gratuitamente, havendo ainda terrenos espaçosos para os exercícios físicos!





sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

A QUEDA DOS ESPANTALHOS




"A Queda dos Espantalhos"

de Ferreira Neto

Composto e Impresso na Tipografia Central,

Vila Nova de Famalicão, 1977.




Este livro do escritor avense Ferreira Neto, é dedicado "ao amigo Luís Gonzaga Gouveia Carneiro e a todos os democratas dignos deste nome", e junta uma série de artigos que o autor publicou na imprensa, sobretudo no antigo Jornal das Aves, antes e depois do 25 de Abril. O livro teve um certo sucesso e algum escândalo, como de resto tudo o que o autor publicava. Ainda me lembro de o ver em lugar de destaque na montra da livraria e papelaria Central, na Vila das Aves. Dos vários artigos do livro, um chamou-me a atenção pela sua atualidade.




"Dona Crise...


Esta famosa palavra crise, derivante do grego, KRISIS, de KRINEIN, e que em português de velha cepa designa, entre outras coisas, - "situação aflitiva", - que andava desde o seu brilhante nascimento como a brisa sussurrante por entre as franças das árvores ou como "menina bem", com pézinhos de lã e toda taful, pelos alcatifados salões da gente "fina", vá de abandonar repentinamente - neste poético Outono de 1970 - tais recatos e lugares e vir para a rua aos pulos como se fora um cabrito montês e toca de barulhar com tal ímpeto e insistência que quase não se ouve mais nada além de seus desesperantes berros!

É crise do petróleo, crise da lavoura, - principalmente esta - crise da indústria, crise da igreja, crise da diplomacia, crise do ensino, crise dos transportes, crise do desporto, crise da juventude, crise nervosa de... e etc...

Mas, para um psicólogo atento e desassombrado que se debruce sobre tal fenómeno verifica que existe apenas uma só crise! A crise do homem! Sim. A crise do homem é a única crise realmente válida que existe.

A crise do homem é a fagulha que ateia as gigantescas labaredas que devoram completamente todo o complexo edifício da chamada sociedade moderna. A sociedade capitalista..."

sábado, 7 de janeiro de 2012

SEXTAS JORNADAS CULTURAIS DE VILA DAS AVES

SEXTAS JORNADAS CULTURAIS DE VILA DAS AVES,
Editor:  P.e Fernando Azevedo Abreu, Pároco de Vila das Aves.
1993, Execução gráfica da Gráfica  do Ave, Riba d'Ave.


Este volume refere-se às Jornadas Culturais de 1992e transcreve (entre outras) a conferência de Geraldo Coelho Dias sobre o "Conde de S. Bento, um avense benfeitor de Santo Tirso" e a intervenção do Eng.º Castro Fernandes na introdução do debate "Vila das Aves, que futuro", em que participaram também o Arquitecto Fernandes de Sá e outros técnicos e/ou consultores da Câmara Municipal envolvidos no PDM. 
"As características topográficas de alguns troços à margem do Ave possibilitam a implantação de actividades lúdicas. Aí se instalam as Termas do Amieiro Galego que urge recuperar", lê-se a páginas 191, da intervenção da Arq. Conceição Melo.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

1º CADERNO DE POESIA AUTORES AVENSES







1º Caderno de Poesia Autores Avenses -

Edição Associação Avense - AA78, com corresponsabilidade de todos os autores -

Vila das Aves, 1980


"onde cantavam d'antes rouxinóis

rangem agora maquinismos de aço".

Fernando Carneiro


Este é um livro com história. Publicado em 1980 pela Associação Avense, a quando o 25 Aniversário da Elevação da Freguesia de S. Miguel das Aves a Vila, reune um conjunto de poetas avenses que passo a nomear: Benjamim Mendes Fernandes da Silva, Ismael Paces, João Filipe, Joaquim Baltazar Dias, José Afonso de Castro Bastos, José Mendes Fernandes da Silva e Luís Américo A. Carvalho Fernandes. Obra singular pela participação de vários intervenientes para além dos poetas referidos. Colaboraram ainda Francisco Assis Pimenta. A capa foi desenhada por Amadeu Edgar Coelho Sousa Pacheco e o arranjo gráfico foi feito pelo João Carlos Brandão de Carvalho. A Junta de Freguesia de Vila das Aves e o Faoj (Fundo de Apoio aos Organismos Juvenis), comparticiparam a edição. Adolfo Queirós na Apresentação do livro salienta:


"Obra modesta, humilde no sentido mais rico da palavra, estes cadernos são o que são, tão só e apenas: uma "amostra" colectiva da poesia que se escreve nestas terras de "entre ambos os Aves". Contudo, acho-os, por isso mesmo, maiores do que, de facto, são; considero-os um sinal, propício sinal, de que um dia estas Aves, maiores, voarão ..."


"S. Miguel de Entre Ambos os Aves,vila pela vontade das tuas gentes e pelo bairrismo militante de homens bons e humildes que te arrancaram o foral e te traçaram o perfil, vila que saiu à rua em 55 em festae hoje tem no olhar o desencanto".

(da Dedicatória)

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Ânfora de Afectos

Ânfora de Afectos,
de Luís Américo Fernandes,
Papiro Editora, Porto, 2010
ISBN 978-989-636-486-1
TERRA DE ENTRE AMBOS OS AVES
Vem dos afluentes da memória o teu nome suave,
Híbrido sinal com que se diz a sede de raiz,
Língua de fogos, verde lavra outrora
Aberta entre carícias líquidas de asas.

Donos do são viver dói-nos a mágoa:
Os rios que deslizam neste chão
São já afluentes de química asfixia!

Ave e Vizela, matriz deste foral, 
Veias exaustas do seu pulsar fabril,
Estuam sangue, de mistura com tanta coisa vil,
Suor e lágrimas deste labor plural.

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Fotos antigas

A automotora Diesel da Linha de Guimarães, década de 60 do século XX.
(Deve ser a mesma automotora que foi apresentada aqui


sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Amieiro Galego

A Junta de Freguesia de Vila das Aves acaba de adquirir o terreno contíguo ao Amieiro Galego!
Uma oportunidade única magnificamente aproveitada por uma Junta sempre atenta e de eficiência insuperável.

Parabéns!  

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Uma Casa nas Nuvens









Uma Casa nas Nuvens,
de João Filipe,
Vila das Aves, 2010.
Execução Gráfica de Liberto e Filho, Artes Gráficas, Lda





Um retrato
"que a minha vida seja permitir a infância 
embora nunca mais eu saiba como ela se diz"
Ruy Belo


Em cima do cavalinho de madeira
o tempo parou lembro-me bem
o homem enfiou a cabeça 
na manga de pano preto e por dentro
da máquina ajustou-me à luz
fez-me sorrir e perceber que iria durar
para além daquele instante
imóvel olhei em frente
engoli todo o ar da Póvoa que podia
numa fantástica eternidade a preto e branco
cavaleiro feliz sem espada
com pobres sandálias de camurça


falo de Ruy Belo e o mar
a entrar-me pelos cabelos
o mar todo adiante

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

3 anos de "Entre ambos os Aves"

Três anos passaram....
.... como se estivéramos num banco de jardim, público, observando o que se passa e lembrando e comentando o que se passou...
Quem quer juntar-se a nós neste local de observação e de memória da nossa Vila das Aves?


quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Mensagens



Francisco Pimenta,
1993,
Cadernos de Poesia,
edição da
Câmara Municipal
de Santo Tirso











TU E EU

Junto à lareira do amor,
tu e eu reconstruimos
nossa noite de Natal.
As labaredas são rosas
que não vemos mas sentimos,
quais espinhos e aromas
neste poema que somos ...

Duas imagens que restam
da alegoria do tempo
neste lar que foi presépio...

Não me dês prendas nem mel
para a minh' alma adoçar.
Põe os teus olhos nos meus...
Meu amor, basta um olhar!...

Mensagens de Francisco Pimenta
Edição Câmara Municipal de Santo Tirso - 1993

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Boas Festas

Presépio na Rotunda de S. Miguel, Vila das Aves.
Bom Natal!