Obtido a partir de cópia em DVD (da Junta de Freguesia) de filme super 8 de António Costa
Tombo que se vai fazendo das coisas e dos factos do presente e do passado de Vila das Aves
segunda-feira, 23 de janeiro de 2012
SÉTIMAS JORNADAS CULTURAIS DE VILA DAS AVES
Editor: P.e Fernando Azevedo Abreu, Pároco de Vila das Aves.
1994, Execução gráfica da Gráfica do Ave, Riba d'Ave.
O volume relativo às Jornadas Culturais de 1993 apresenta, as conferências realizadas, entre as quais salientamos, pelo se referir aos temas habitualmente tratados neste blogue, a Conferência de Jean Valroff, Maire de Saint Étienne les Remiremont, sobre a génese da Geminação entre a Vila das Aves e esta localidade francesa.
1994, Execução gráfica da Gráfica do Ave, Riba d'Ave.
O volume relativo às Jornadas Culturais de 1993 apresenta, as conferências realizadas, entre as quais salientamos, pelo se referir aos temas habitualmente tratados neste blogue, a Conferência de Jean Valroff, Maire de Saint Étienne les Remiremont, sobre a génese da Geminação entre a Vila das Aves e esta localidade francesa.
sexta-feira, 20 de janeiro de 2012
Maria N'Goi
Maria N'Goi de Cidálio Ferreira
Impresso na Tipografia das Aves
- Liberto & Filho - Artes Gráficas, Lda.
Vila das Aves, Junho 2005
"Na verdade eu voava para o desconhecido mas também, por isso mesmo, ia cheio de curiosidade e entusiasmo. Em Portugal, mesmo nas escolas, mal se ouvia falar de Cabinda.
Em Luanda deram-me informações mais concretas mas do tipo "se-fosse-a-si-não-ia", o clima é mau, a guerra mais difícil porque aquilo está encravado nos Congos, nem há hospital em condições, não há nada! Um inferno sabe?"
Este é um livro de memórias de Cidálio Ferreira, avense ilustre, colaborador da imprensa local durante vários anos e viajante, por razões profissionais, pelos quatro cantos do mundo. Neste caso são memórias da sua passagem por Cabinda. O livro é dedicado "ao querido amigo João Carlos Romão Fernandes".
"Escrever sobre Cabinda, agora, é chorar uma lágrima de saudade em cada palavra. Falar de Cabinda não cabe num livro. Seria preciso escrever uma outra Bíblia. Cabinda é Cabinda! Todo um arco-íris de sentimento, de alegria, de realidade, de cor, de força! Nas florestas, no céu, no mar e nos lagos, no infinito ... Cabinda e seus mistérios. Seus usos e costumes, seus batuques e seu feitiço. Festas na rua e no terreiro. Liberdade sde espírito. Cabinda não tem igual! Porque Cabinda tem petróleo, ouro, diamantes, fosfatos, urânio, café e cacau, madeiras raras, abacaxi e maracujá, florestas enormes. Porque acima de todas as coisas Cabinda tem juventude pulsando nas veias"
(do Prefácio)
domingo, 15 de janeiro de 2012
A escola particular dos Garrett, na Quinta da Carreira
A escola particular que José Maria Almeida Garrett fundou na sua Quinta da Carreira aparece referida no livro, publicado em 1884, "Auroras da Instrucção pela Iniciativa Particular".
Deve notar-se que o autor não foi autorizado a divulgar o nome do fundador ( "um moço cujo nome nos é vedado divulgar") e deve registar-se a data de fundação da escola: 1878. A relativa proximidade no tempo entre a publicação do livro e os acontecimentos de 1870 que mudaram o rumo da vida de José Maria de Almeida Garrett foram, certamente, determinantes na decisão de não divulgar o nome. É interessante, também, verificar que havia ensino elementar e complementar, e ainda francês, latim, canto e piano, tudo gratuitamente, havendo ainda terrenos espaçosos para os exercícios físicos!
sexta-feira, 13 de janeiro de 2012
A QUEDA DOS ESPANTALHOS

"A Queda dos Espantalhos"
de Ferreira Neto
Composto e Impresso na Tipografia Central,
Vila Nova de Famalicão, 1977.
Este livro do escritor avense Ferreira Neto, é dedicado "ao amigo Luís Gonzaga Gouveia Carneiro e a todos os democratas dignos deste nome", e junta uma série de artigos que o autor publicou na imprensa, sobretudo no antigo Jornal das Aves, antes e depois do 25 de Abril. O livro teve um certo sucesso e algum escândalo, como de resto tudo o que o autor publicava. Ainda me lembro de o ver em lugar de destaque na montra da livraria e papelaria Central, na Vila das Aves. Dos vários artigos do livro, um chamou-me a atenção pela sua atualidade.
"Dona Crise...
Esta famosa palavra crise, derivante do grego, KRISIS, de KRINEIN, e que em português de velha cepa designa, entre outras coisas, - "situação aflitiva", - que andava desde o seu brilhante nascimento como a brisa sussurrante por entre as franças das árvores ou como "menina bem", com pézinhos de lã e toda taful, pelos alcatifados salões da gente "fina", vá de abandonar repentinamente - neste poético Outono de 1970 - tais recatos e lugares e vir para a rua aos pulos como se fora um cabrito montês e toca de barulhar com tal ímpeto e insistência que quase não se ouve mais nada além de seus desesperantes berros!
É crise do petróleo, crise da lavoura, - principalmente esta - crise da indústria, crise da igreja, crise da diplomacia, crise do ensino, crise dos transportes, crise do desporto, crise da juventude, crise nervosa de... e etc...
Mas, para um psicólogo atento e desassombrado que se debruce sobre tal fenómeno verifica que existe apenas uma só crise! A crise do homem! Sim. A crise do homem é a única crise realmente válida que existe.
A crise do homem é a fagulha que ateia as gigantescas labaredas que devoram completamente todo o complexo edifício da chamada sociedade moderna. A sociedade capitalista..."
sábado, 7 de janeiro de 2012
SEXTAS JORNADAS CULTURAIS DE VILA DAS AVES
Editor: P.e Fernando Azevedo Abreu, Pároco de Vila das Aves.
1993, Execução gráfica da Gráfica do Ave, Riba d'Ave.
Este volume refere-se às Jornadas Culturais de 1992e transcreve (entre outras) a conferência de Geraldo Coelho Dias sobre o "Conde de S. Bento, um avense benfeitor de Santo Tirso" e a intervenção do Eng.º Castro Fernandes na introdução do debate "Vila das Aves, que futuro", em que participaram também o Arquitecto Fernandes de Sá e outros técnicos e/ou consultores da Câmara Municipal envolvidos no PDM.
"As características topográficas de alguns troços à margem do Ave possibilitam a implantação de actividades lúdicas. Aí se instalam as Termas do Amieiro Galego que urge recuperar", lê-se a páginas 191, da intervenção da Arq. Conceição Melo.
1993, Execução gráfica da Gráfica do Ave, Riba d'Ave.
Este volume refere-se às Jornadas Culturais de 1992e transcreve (entre outras) a conferência de Geraldo Coelho Dias sobre o "Conde de S. Bento, um avense benfeitor de Santo Tirso" e a intervenção do Eng.º Castro Fernandes na introdução do debate "Vila das Aves, que futuro", em que participaram também o Arquitecto Fernandes de Sá e outros técnicos e/ou consultores da Câmara Municipal envolvidos no PDM.
"As características topográficas de alguns troços à margem do Ave possibilitam a implantação de actividades lúdicas. Aí se instalam as Termas do Amieiro Galego que urge recuperar", lê-se a páginas 191, da intervenção da Arq. Conceição Melo.
sexta-feira, 6 de janeiro de 2012
1º CADERNO DE POESIA AUTORES AVENSES

1º Caderno de Poesia Autores Avenses -
Edição Associação Avense - AA78, com corresponsabilidade de todos os autores -
Vila das Aves, 1980
"onde cantavam d'antes rouxinóis
rangem agora maquinismos de aço".
Fernando Carneiro
Este é um livro com história. Publicado em 1980 pela Associação Avense, a quando o 25 Aniversário da Elevação da Freguesia de S. Miguel das Aves a Vila, reune um conjunto de poetas avenses que passo a nomear: Benjamim Mendes Fernandes da Silva, Ismael Paces, João Filipe, Joaquim Baltazar Dias, José Afonso de Castro Bastos, José Mendes Fernandes da Silva e Luís Américo A. Carvalho Fernandes. Obra singular pela participação de vários intervenientes para além dos poetas referidos. Colaboraram ainda Francisco Assis Pimenta. A capa foi desenhada por Amadeu Edgar Coelho Sousa Pacheco e o arranjo gráfico foi feito pelo João Carlos Brandão de Carvalho. A Junta de Freguesia de Vila das Aves e o Faoj (Fundo de Apoio aos Organismos Juvenis), comparticiparam a edição. Adolfo Queirós na Apresentação do livro salienta:
"Obra modesta, humilde no sentido mais rico da palavra, estes cadernos são o que são, tão só e apenas: uma "amostra" colectiva da poesia que se escreve nestas terras de "entre ambos os Aves". Contudo, acho-os, por isso mesmo, maiores do que, de facto, são; considero-os um sinal, propício sinal, de que um dia estas Aves, maiores, voarão ..."
"S. Miguel de Entre Ambos os Aves,vila pela vontade das tuas gentes e pelo bairrismo militante de homens bons e humildes que te arrancaram o foral e te traçaram o perfil, vila que saiu à rua em 55 em festae hoje tem no olhar o desencanto".
(da Dedicatória)
quarta-feira, 4 de janeiro de 2012
Ânfora de Afectos
TERRA DE ENTRE AMBOS OS AVES
Vem dos afluentes da memória o teu nome suave,
Híbrido sinal com que se diz a sede de raiz,
Língua de fogos, verde lavra outrora
Aberta entre carícias líquidas de asas.
Donos do são viver dói-nos a mágoa:
Os rios que deslizam neste chão
São já afluentes de química asfixia!
Ave e Vizela, matriz deste foral,
Veias exaustas do seu pulsar fabril,
Estuam sangue, de mistura com tanta coisa vil,
Suor e lágrimas deste labor plural.
terça-feira, 3 de janeiro de 2012
Fotos antigas
A automotora Diesel da Linha de Guimarães, década de 60 do século XX.(Deve ser a mesma automotora que foi apresentada aqui
sexta-feira, 30 de dezembro de 2011
quinta-feira, 29 de dezembro de 2011
Uma Casa nas Nuvens

Uma Casa nas Nuvens,
de João Filipe,
Vila das Aves, 2010.
Execução Gráfica de Liberto e Filho, Artes Gráficas, Lda
Um retrato
"que a minha vida seja permitir a infância
embora nunca mais eu saiba como ela se diz"
Ruy Belo
Em cima do cavalinho de madeira
o tempo parou lembro-me bem
o homem enfiou a cabeça
na manga de pano preto e por dentro
da máquina ajustou-me à luz
fez-me sorrir e perceber que iria durar
para além daquele instante
imóvel olhei em frente
engoli todo o ar da Póvoa que podia
numa fantástica eternidade a preto e branco
cavaleiro feliz sem espada
com pobres sandálias de camurça
falo de Ruy Belo e o mar
a entrar-me pelos cabelos
o mar todo adiante
quarta-feira, 28 de dezembro de 2011
3 anos de "Entre ambos os Aves"
Três anos passaram....
.... como se estivéramos num banco de jardim, público, observando o que se passa e lembrando e comentando o que se passou...
Quem quer juntar-se a nós neste local de observação e de memória da nossa Vila das Aves?
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