Tombo que se vai fazendo das coisas e dos factos do presente e do passado de Vila das Aves
sábado, 23 de março de 2013
domingo, 10 de março de 2013
quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013
sábado, 26 de janeiro de 2013
Há 50 anos foi assim… (O desporto na Vila das Aves, lido na imprensa local ) (7)
19 – O
campeonato prossegue e os resultados obtidos pelo nosso clube dão a entender
que vai ser uma época para recordar:
- Aves 3 – Perafita 1. “O jogo foi em Santo
Tirso mas parecia no nosso campo (…). Estavam lá quase todas as caras que
tinham ido a Ermesinde e mais, muitos mais que lá não tinham ido. Até lá
estavam as mesmas bandeiras a tremular ao vento e a querer dizer que tinham
confiança. A eterna doença dos domingos à tarde!...” “Aquela exibição de
domingo foi para esquecer a tarde cinzenta de Ermesinde ou para nós nunca
sabermos quando podemos confiar neles?”.
- Paços de Ferreira 2 - Aves 3. Apesar da exibição não ter sido grande coisa,
mais uma saída vitoriosa. Os nossos atletas estão moralizados e amanhã, contra
o Rio Ave, saberão aproveitar o factor casa e conquistar mais uma vitória.
20 - O jogo
de Juniores contra o Freamunde não se realizou por não ter comparecido a força
de policiamento. O nosso Clube foi assim derrotado por deficiente organização
do jogo, que afinal parece ter sido da responsabilidade da GNR de Santo Tirso.
“Terminou assim, sem glória, uma prova em que os nossos rapazes, se não foram
brilhantes foram pelo menos esforçados e corretos, pois em treze jogos que
disputaram nenhum dos elementos utilizados sofreu qualquer castigo”.
21 – Pelos
jornais da época podemos verificar que foram anunciadas três sessões de cinema
no Cine-Aves para o dia de Natal, tendo sido projectado “Hércules e a Rainha”,
um filme de 1959 com Steve Reeves e Sylvia Koscina. Cultura clássica, estão a
ver?
O cinema era
um dos divertimentos mais comuns. A televisão tinha começado há bem pouco tempo
e os aparelhos eram caríssimos e raros. Daí o lamento do cronista: a sede do clube “praticamente” não tem
televisão: o aparelho que lá está era preferível não estar, para não enganar
ninguém… E a sede não é só uma casa para
tomar café e jogar o dominó…
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segunda-feira, 21 de janeiro de 2013
Cheias...
Escreveu o Padre António de Xisto ( ver aqui ) que "até há cinquenta anos os habitantes de S. Tomé de Negrelos e de Rebordões, e toda a gente dizia que o lugar de Caniços era o inferno" ...
Vejam lá, o inferno em tempo de cheia em 2013 (19/1/2013) e em época de calmaria em 1909:
No Amieiro Galego, o rio Ave não esteve longe dos níveis de 1909 assinalados na parede da casa da turbina.
quarta-feira, 2 de janeiro de 2013
Taça, na Luz...
As nossas águias não se vêem tanto quanto as deles mas também as encontramos por aí...
Haja Taça...
(de abola.pt)
(de zerozero.pt)

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| No Lugar da Barca, Vila das Aves |
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| Em Cabanas, Monte Córdova, voltado para o vale. |
Haja Taça...
(de abola.pt)
(de zerozero.pt)

Esta é a terceira vez que Benfica e Desportivo das Aves se encontram no Estádio da Luz numa partida para a Taça de Portugal. Nos dois jogos anteriores, que resultaram em dois triunfos dos lisboetas, confirmou-se o favoritismo dos da casa.
O primeiro confronto aconteceu em 1997, com Benfica e Desportivo das Aves encontrarem-se, tal como agora, nos oitavos-de-final. Os encarnados venceram por 3x1 após prolongamento, com golos de João Vieira Pinto, Valdo e Nica Panduru.
O segundo duelo entre os dois emblemas aconteceu em 2008, na quarta eliminatória, e o Benfica venceu de forma fácil por 3x0. Os golos tiveram a assinatura de Hassan Yebda, Luisão e Maxi Pereira.
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domingo, 30 de dezembro de 2012
Há 50 anos foi assim… (O desporto na Vila das Aves, lido na imprensa local ) (6)
15 – O nosso clube ganhou em casa ao
Serzedo com certa dificuldade. Houve uma quebra de rendimento devido ao facto
do nosso grupo ter jogado todo o jogo praticamente com dez elementos. “Estará o
nosso clube necessitado de utilizar jogadores em inferioridade física? Podemos
afirmar que não. Então porque se fez alinhar Armando Almeida naquelas
condições? Será por ter marcado dois golos na Lixa ou até porque fez uma boa
exibição? E se na semana seguinte a uma boa exibição ele ou outro qualquer
partir uma perna, no domingo seguinte irá para o campo jogar de muletas?”
16 – Os juniores fizeram um jogo
agradável contra o Tirsense mas depois “recuaram até eles mesmos”. A utilização
indiscriminada da bancada nesse jogo deu origem a uma iniciativa da direcção
para garantir que a bancada seja para os sócios que a ela tenham direito. Outro
aspecto, dizia o cronista, é o de estar sentados, porque estar de pé prejudica
a visibilidade dos que estão sentados. “Se o assento está frio, ou húmido,
aluguem uma almofada, que o Clube tem lá muitas para esse fim e, se não querem
gastar os dez tostões, tragam uma de casa, que também não é proibido.”
17 – O resultado do jogo contra o
Valonguense (4-1, a nosso favor) foi bom. Mas a expulsão do Dieste e os
desacatos que levaram à interdição do campo eram dispensáveis. E, no jogo
seguinte, a equipa, que ainda só tinha sofrido três golos, foi perder a
Ermesinde por 5-1. Uma desilusão: “um guarda redes muito batido, uma defesa sem
segurança e a oferecer brindes, uma linha avançada toda desligada…”
18 – O cronista do Jornal das Aves,
que temos seguido de perto para escrever estes textos, a certa altura do início
da época desabafava: “…tivemos um clube grande na mão dos grandes e agora temos
um clube pequeno na mão dos pequenos (…).É que, salvo honrosíssimas excepções
esses senhores até deixaram de ser vistos no campo e na sede. Como há-de o
nosso clube progredir?”.
A escolha da direcção, no início do
Verão, não tinha sido fácil mas provou que um clube pode progredir mesmo que os
“grandes” não apareçam.
Era assim o elenco directivo de 1962/63:
Serafim Rodrigues , presidente; José Ferreira Dias, vice-presidente; Abílio de
Oliveira e José Xavier Coelho, secretários; Luís Gomes Magalhães e António
Oliveira Marques Pinto, tesoureiros; Ernesto Correia de Sá e Joaquim Gomes de
Sousa Nogueira, vogais.
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domingo, 23 de dezembro de 2012
Há 50 anos foi assim... (O desporto na Vila das Aves, lido na imprensa local)(5)
12 – Já o Novembro ia longe e
ainda o campeonato dava os primeiros passos… Parece mesmo que ainda não estaria definitivamente fechado o
plantel, como se diz agora. Isto porque o cronista, para além de criticar a
aquisição do guarda-redes, referia o atleta Pilú, regressado da Índia, onde
cumprira serviço militar e estivera preso na sequência da invasão do território
pelas tropas de Nheru: “chegou a convencer-nos de que poderia ocupar qualquer
lugar dentro da equipa”, mas “ os senhores grandes da nossa terra deixaram de
se interessar pelo clube e já nem sequer facilitam nada aos atletas”. Sabe-se
lá se não terá sido o trauma de guerra a impedir uma grande carreira
futebolística. No livro, publicado muitos anos mais tarde, sobre a sua vivência
naquele território, Luís Pinto, o Pilú, realçou bem a importância do Desportivo
das Aves nos seus anos de juventude e diz, a certo ponto, sobre o Toninho
Pepino: “este homem nunca mais o esqueço porque enquanto prestava serviço
militar normal na Índia, sempre fez o favor de me escrever e contar como ia
decorrendo a vida do nosso Clube Desportivo das Aves”.
13 – A secção de Ciclismo
festejou o 1º aniversário e expôs os troféus da época: “é uma secção que não
pode acabar, mesmo que custe muito sangue, suor e lágrimas”.
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No foto (a partir da esquerda): Machado, Fernando
Adães, António Machado (treinador), Luís Machado, Manuel Jorge, Manuel
Oliveira, Noé Azevedo, Ventura (massagista), David Adães e Certo.
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