quinta-feira, 20 de junho de 2013

"Mitologias" sobre a evolução da Vila das Aves (3)

(clique na imagem para ampliar)


O próprio Dr. António Pimenta, no texto publicado no livro das Jornadas Culturais, para além da referência à Escola Secundária, faz também alusão a uma Pousada e um Parque.

O Anteplano não é explícito (pelo menos nas peças a que tivemos acesso, relativamente ao Parque. Mas, quanto ao Hotel ( e não Pousada) está devidamente apontado para a Bouça do Santos Melo, na zona onde se situam hoje os campos de jogos da Escola Secundária ( assinalado com 9). Numa lógica de integração, o Hotel estaria no Parque?


É curioso verificar que a rua D. Afonso Henriques cumpre o traçado do Anteplano e apresenta, ainda hoje, o início de duas ruas nunca executadas: a ligação com a rua 25 de Abril e uma ligação para a Avenida Conde de Vizela por detrás da Escola onde se situa hoje a Sede dos Columbófilos (3).











quarta-feira, 19 de junho de 2013

"Mitologias" sobre a evolução da Vila das Aves (2)

Tendo verificado, no escrito anterior, que não é verdade que o (Ante)Plano de Urbanização previsse para Bom Nome uma Escola Secundária, seria interessante averiguar que é que previa, efectivamente, o referido ante-plano em matéria de equipamentos colectivos e onde os situava.

A listagem incluída numa das peças do ante-plano é a que se apresenta. No que se refere a escolas, a referência serve para mais do que uma. Onde? Curiosamente, aparecem apenas referidas as escolas primárias que existiam nessa época, não havendo sequer referência à Telescola, que funcionava na Junta de Freguesia desde 1965.

terça-feira, 18 de junho de 2013

"Mitologias" sobre a evolução da Vila das Aves


Nas "décimas nonas Jornadas Culturais da Vila das Aves" ( 2005) o antigo Presidente de Junta (1960-1963 e 1972 -1974) Dr. António Pimenta, referiu ter tido um empenhamento muito sério no "Plano de Urbanização que já o sr. Luís Gonzaga Mendes de Carvalho pretendia" e falou da "rua projectada " de continuação da Rua Srª. da Conceição à Tojela, com 22 metros de largura, (...) estando os terrenos necessários cedidos gratuitamente e que "seria ladeada pela Escola Secundária e do 3º ciclo". 
Que um Plano de Urbanização tinha sido muito solicitado, sabia-se. E que, na forma de "Ante-Plano de Urbanização", tinha condicionado várias construções e definido alguns arruamentos, também sabíamos. Mas que previsse exactamente aquilo que disse o Dr. António Pimenta e está escrito no volume daquelas jornadas culturais, era uma dúvida a desfazer, até porque outro antigo presidente da Junta, Geraldo Garcia, em documento de que de momento não conseguimos localizar, fez afirmações idênticas.


Uma pesquisa nos arquivos da Junta de Freguesia permitiu-nos verificar que o Ante Plano de Urbanização de Vila das Aves elaborado em Maio de 1966 e que terá sido aprovado ( na Câmara ? ) em 1972 não prevê nesse local  nem escola nem pousada ( também referida no mesmo texto).

Previa-se, isso sim,  uma zona de habitação com o máximo de RC, cave e 3 andares e a implantação de um mercado ( ver 6 )






DÉCIMAS SÉTIMAS JORNADAS CULTURAIS DE VILA DAS AVES,
Editor:  P.e Fernando Azevedo Abreu, Pároco de Vila das Aves.
2006, Execução gráfica da Gráfica  do Ave, Riba d'Ave.








No volume que regista o decurso das  Jornadas Culturais de 2005 pode ler-se o texto da Conferência do Dr. Fernando Pinheiro (" A luta contra a pobreza em Portugal") , retrospectivas da Fundação do Grupo Etnográfico das Aves e do Clube Desportivo das Aves,  conferência sobre "Partilha vocacional" e "Interpelação vocacional"  e ""Imagem de marca" ao longo dos 50 anos de elevação de Vila das Aves a Vila". E ainda uma conferência sobre "O futuro do poder autárquico".  A páginas 166 aparece a caricata foto com a cadeira vazia, legendada a preceito: "cadeira vazia reservada de princípio ao fim ao Senhor Presidente da Junta de Freguesia (...) " que, ao que se sabe, não foi formalmente convidado...
A par deste registo existe um outro, específico da intervenção de Geraldo Garcia no debate dos 50 anos de Vila. A ele se refere o editor, a páginas 181, da forma seguinte: " ao remeter deontologicamente o leitor para esse texto, aqui somente ficam registadas algumas fotografias que ... com a cordial solicitude do seu autor que as considerou "Imagens de marca". Além da intervenção deste antigo presidente da Junta, o volume contém uma intervenção do Dr. António Pimenta e outra do Engº. Aníbal, também eles antigos presidentes de Junta.



Há 50 anos foi assim… (O desporto na Vila das Aves, lido na imprensa local ) (11)

(Publicado no jornal Entre Margens)

33 - Março de 1963 – Serzedo 1 – Aves 4. “Não há mal que sempre dure…  A turma principal, que há vários jogos não dava tranquilidade à massa associativa, apresentou toda a gama dos seus recursos.”
A categoria secundária (as Reservas), que ganhou por dois a zero ao Rio Tinto, tem o primeiro lugar garantido.
A propósito da realização de um torneio popular anunciado para breve, o cronista do Jornal das Aves insiste na criação de escolas de iniciação desportiva: “ Hoje é o amanhã que ontem nos esqueceu: será com estas palavras que, qualquer dia, quando precisarmos de uma equipa de juniores organizada, nos havemos de lamentar do pouco ou nada que fizemos”.

34 – Houve surpresa geral com as notícias dos jornais diários, relativas ao Conselho Jurisdicional da A. F. do Porto, que decidiu anular uma decisão anterior que considerava terminado o jogo com o Marco, interrompido ao intervalo com 3 – 0 a favor do Aves… “Isto brada aos céus: um justo a sofrer as consequências dos erros do pecado.” A coisa acabaria de compor-se, mais tarde, com uma decisão superior que confirmou a vitória do Aves.

35 – Valonguense 1 – Aves 1. A nossa equipa encontrou sérias dificuldades, pois “o Valonguense já no nosso campo tinha mostrado que é um grupo que procura mais o homem do que a bola.

36 - Aves 0 – Ermesinde 0. Continuamos a comandar a prova com dois pontos de avanço, apesar da cedência de um ponto a quem nos convinha vencer.
A categoria de reservas venceu o último jogo (Aves 6 – Ramaldense 0) e com ele o título de campeão. Fez, no entanto, um jogo pobre, tendo tido a vantagem de jogar contra nove elementos, já que o adversário não apresentou mais.

37- Perafita 6 – Aves 0. A mais pesada derrota do campeonato, com zero a zero ao intervalo… Que se passou com a equipa candidata ao título? “Não abundam reservistas à altura, … e foram necessários dois”, justificou o cronista. Mas, através de um recorte de um jornal diário, é possível recordar a “linha” (curiosamente indicando uma táctica 3 – 2 -5 ): Soares dos Reis; Domingos, Vieira e Bessa; Fernando e Dieste; Soares, Monteiro, Pereira,   Lourenço e Miranda. Fica-se com a ideia de que quase meia equipa não jogava habitualmente.


domingo, 9 de junho de 2013

Vila das Aves: Ante-Plano de Urbanização - 1966 (2)

As propostas do Ante-Plano para os arruamentos na zona da Igreja

sábado, 18 de maio de 2013

80 anos de Escutismo na Vila das Aves

" O escutismo católico, introduzido em Portugal pelo Arcebispo D. Manuel Vieira de Matos, alma de gigante, entrou em S. Miguel das Aves no primeiro domingo de Outubro de 1933, com a formação do Grupo N.º 90, sob a égide de S. Miguel Arcanjo, tendo tido por madrinha Dª. Alice da Natividade Martins Dias Gouveia e por padrinho o padre Joaquim Carlos de Lemos. Teve a seguinte direcção: Chefe - Albano Ferreira Martins, Adjunto - Joaquim da Costa Carneiro, Secretário - Luís G. Mendes de Carvalho." (S. Miguel das Aves, Monografia, Padre Joaquim da Barca, pag. 138).

Há 50 anos foi assim… (O desporto na Vila das Aves, lido na imprensa local ) (10)


 (Publicado no Entre Margens)
28 – Fevereiro de 1963, dia 24, Domingo. “Vitória difícil num jogo fácil”, escrevia o cronista a respeito do Aves 2 – Cruz 1. “Se os jogos de futebol se decidissem como os de boxe, teríamos 80 pontos a favor e 20 contra”. A falta de desportivismo é a nota dominante da crónica deste jogo, dando conta de paragens que hoje já não são autorizadas: para repor a bola em jogo, vai um, vai outro e vem depois um terceiro… A derrota do visitante foi um justo castigo para esta falta de desportivismo.

29 – Aves 3 – Rio Ave 2, em reservas. Já demos conta antes da dificuldade em saber exactamente de que ano são algumas fotografias de equipas do Desportivo. Aqui vai mais uma foto que terá cerca de 50 anos, da equipa de reservas, mas de que não temos a certeza da época. Quem sabe esclarecer? 1962/63? 1963/64? Esperamos respostas dos leitores, identificando os atletas, se possível.

30 – Aves 1- Amarante 0. O Amarante só não empatou porque falhou uma grande penaliade. A escassez do resultado ficou a dever-se à falta de remate do Zé Pereira e à grande exibição do guarda-redes amarantino. “Quererá o Zé Pereira marcar golos só a 2 metros da baliza? Será que já não acredita no seu pontapé?”

31 - Aves 4 –Lixa 2. O Zé Pereira, diz o cronista, continua obstinado no seu sistema pessoal, o Dieste vem sendo notado pelo seu esforço, o Loureiro podia satisfazer a extremo direito visto que já não tem estofo para um lugar de muito trabalho… O próximo jogo é em Serzedo e “é preciso que os nossos atletas não vão para lá com a ideia de que se pode ganhar mas sim com a ideia de que é preciso ganhar, ainda que isso custe muitos sacrifícios.”
Com a vitória em Ramalde, as nossas reservas ficaram com o título de campeão ao seu alcance.

32 – Por Santo Tirso há a notícia de que o Tirsense mobilizou apoiantes que encheram 24 camionetas para o jogo com o Progresso e que, na semana seguinte, já era campeão distrital, com acesso à terceira divisão nacional. Ora esta dá acesso à tão desejada segunda divisão nacional  e “tendo uma equipa jovem, esperamos que seja este ano”.
Por estes dias pede-se no jornal a atenção da Câmara para o arranjo à volta da Capela do Senhor dos Passos, pois longos anos antes foram demolidos uns prédios e aquilo ficou com mau aspecto.
Recolho a notícia como pretexto para perguntar se ainda se lembram onde era a Capela do Senhor dos Passos, que está lá, eu sei, mas em local diferente, por ter sido deslocalizada…


Há 50 anos foi assim… (O desporto na Vila das Aves, lido na imprensa local ) (9)


  
25 – Retomamos a leitura do Jornal das Aves de 1963 antes de mais para verificar o resultado do jogo com o Valadares. Tenho muita pena, mas tenho que confirmar o resultado, mesmo que o leitor atento que nos interpelou garanta que tem a memória viva desse jogo… A memória é bem capaz de trair qualquer um, de modo a esconder um fracasso…

26 – “Vai sendo tempo de se pensar em arranjar um homem que vá pescando nas aldeias e freguesias vizinhas alguns rapazes com jeito e vontade para o futebol, a ver se logo que as tardes o permitam se pode começar a treinar uma escola de jogadores para a nossa equipa de juniores da próxima época.”
            São poucas as notícias de jogos de juniores e os registos fotográficos destas equipas também. A foto abaixo é de uma equipa júnior do Desportivo mas como não temos certeza da época a que se refere nem somos capazes de identificar todos os jovens presentes, desafiamos os leitores a fazê-lo. Colabore contactando o Entre Margens por carta, email ou através do facebook…

27 – Castelo 4 – Aves 5. “Se incluíssemos neste resultado mais dois golos que o árbitro inexplicavelmente anulou ao nosso grupo” … estaríamos com um resultado de andebol. “Estranho foi que a defesa se deixasse bater quatro vezes pelo último classificado.”
            Vencido o Castelo neste início de segunda volta, haverá embalagem para aguentar o comando da prova até ao fim?

Há 50 anos foi assim… (O desporto na Vila das Aves, lido na imprensa local ) (8)


 (Publicado no jornal Entre Margens)


22 – No mês de Janeiro de 1963, os resultados do Desportivo, de acordo com o Jornal das Aves, que tem sido a base deste nosso registo, foram:
            Aves 1- Rio Ave 1 , num dia de invernia e com o campo encharcado. Foi o primeiro ponto perdido em casa. “Os nossos adversários, mais bem constituídos, souberam aproveitar melhor as circunstâncias do tempo e do campo”.
            Marco 0 – Aves 3. No fim da primeira parte e já com o resultado referido, o árbitro deu o jogo por terminado, por ter sido apedrejado por adeptos do clube local. Diz o cronista que a equipa adaptou o jogo às circunstâncias e, vai daí, interroga-se se não terá sido em consequência do seu comentário na crónica anterior…
            Aves 5 – Senhora da Hora 1. “ O guarda-redes, no pouco que teve que fazer, esteve bem. O nosso grupo venceu mas a exibição não convenceu.” Ora, se ganhando assim, a equipa não convence, dá para pensar que já está o cronista a exceder-se… Se não, veja-se: “ O Zé Pereira, marcando três golos e sempre esquecido de que a linha da frente é composta por cinco elementos” e, salvo algum elogio ao Neira (“no seu normal”) ao Oliveira (“segunda parte acertada, mas na primeira teve falhanços de causar arrepios”) e Miranda (“a jogar em grande plano”), é crítico bastante para assegurar que “os restantes quase não se viram”!
            Aves 3 – Ramaldense 1. Fica tudo dito assim, tal e qual:” o jogo com o Ramaldense foi, simplesmente, um jogo à Ramaldense”.
            Rio Tinto 3 -  Aves 4. Superado mais um obstáculo.
            Valadares 3 – Aves 1. O fracasso desta saída dá azo a várias considerações tácticas do cronista: “se analisarmos aquela espécie de 4-2-4 que a nossa equipa pratica, chegamos à conclusão de que o sistema não está de acordo com as características dos nossos jogadores”. Resta-nos a consolação da derrota do Ermesinde e do empate do Valonguense.


23 – Vamos vendo, semana a semana no Jornal das Aves, o crescendo da discussão pelo nome das estações dos correios e do caminho de ferro (dois enclaves, titulava o seu texto um “velho avense”). Um colaborador, presença habitual na primeira página com uma “gazetilha” em verso sobre “fait-divers” propícios à crítica e com o bem apanhado pseudónimo de Tónio da Graça Barata deixou para a posteridade que “camelo não é cão / borrego não é leão / a galinha não é galo / a égua não é cavalo / eu cá não posso gramar / que queiram classificar / Vila das Aves – Negrelos ! / Essa não me entra no caco, nem que lhe abram um buraco / com três dúzias de martelos.”


24 – A electrificação do campo e a construção de uma sede eram, segundo o presidente Serafim Rodrigues em entrevista publicada a 26 de Janeiro de 1963, os grandes projectos do Club Desportivo das Aves. Percebe-se que não se falava em conquistar títulos, apenas em criar melhores condições para a prática desportiva e resolução da crise financeira. Recorde-se que, à data, a sede era na Rua Silva Araújo, junto do Mercado, onde funciona actualmente a Foto Avis.

domingo, 7 de abril de 2013

Cores ...

Como se escolhe as cores das coisas? E porquê? Terão elas influencia no descanso que nos dá o banco de jardim?
 O colorido dos bancos de jardim da nossa terra...

comparado com o dos de Melgaço ...
 ou de  Monção...

sábado, 23 de março de 2013