segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Manuel da Silva Mendes, pedagogo, em Famalicão, 1898

Interessante notícia sobre o nosso conterrâneo Manuel da Silva Mendes encontrada aqui :
http://dopresente.blogspot.pt/2012/03/manuel-da-silva-mendes-pedagogo-em.html

( Notável atitude, a de Manuel da Silva Mendes, entregando de forma gratuita a outros a instrução que gratuitamente havia começado a  receber na Escola Particular  do Sr. José Maria Garrett, em S. Miguel das Aves...)

Reza assim a notícia da notícia:

O jornal "O Minho", de Rodrigo Terroso, (1866-1925), órgão do Partido Progressista em Vila Nova de Famalicão, é um daqueles jornais que, ao lado de "O Porvir", do republicano Sousa Fernandes, mais noticiaram sobre a vida de Manuel da Silva Mendes (1867-1931) por terras de Vila Nova, até se deslocar para Macau em 1901, por influencia de Santos Viegas. Filósofo, político e pedagogo, destacando-se como um dos mais reputados sinólogos, será precisamente o jornal "O Minho", no n.º 24, de 17 de Março de 1898, e na sua rúbrica "Noticiário" nos informa o seguinte, com o título curso de francês: "Participa-nos o nosso amigo sr. dr. Silva Mendes que no propósito de auxiliar alguns rapazes do comércio que desejam aprender a linguagem francesa e ou não tenham meios ou não têm horas no dia em que possam frequentar aquela disciplina geral (pois que na vila não há curso nocturno), resolveu abrir um curso em horas em que todos o possam frequentar. Por isso, pede-nos que anunciemos este seu propósito, com a declaração de que a frequência é gratuita e nocturna, em lugar e hora que brevemente este jornal dirá. Os indivíduos, pois, que desejarem frequentar, deverão entregar o seu cartão nesta redacção. Adverte-se que podem frequentar tanto os empregados no comércio como outras quaisquer pessoas. Os compêndios a adoptar serão oportunamente designados." E segundo notícia a 24 de Março, ficamos a saber que as aulas se realizarão na Associação dos Bombeiros Voluntários, sendo os compêndios os mesmos dos liceus. O curso dirigido por Silva Mendes funcionava durante três dias na semana: terças, quartas e sábados, desde as 19h30 até às 20h30.




sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Doação do Conde de S. Bento: a Escola Conde de S. Bento


Certidão da escritura de doação que o Conde de S. Bento fez à Junta de Paróquia de S. Miguel das Aves das Escolas Conde de S. Bento, em Quintão.








quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

Presépios

Como já vai sendo tradição, são muitos os presépios espalhados pela vila. Aqui o registo de dois deles: o do Lar da Tranquilidade e o do jardim do Quartel dos Bombeiros.


domingo, 22 de dezembro de 2013

ASSOCIAÇÃO DE CLASSE DOS OPERÁRIOS DA INDÚSTRIA TÊXTIL DE NEGRELOS (2)


(Já foi aqui referida mas infelizmente já não há acesso com  o link aí inserido).


















Todo o documento aqui




terça-feira, 12 de novembro de 2013

Fotos antigas

O acesso ao cemitério de Vila das Aves, desde 1925 até ao final dos anos sessenta do século XX, fazia-se por uma escadaria de pedra situada do lado norte da Capela-mor da Igreja No cimo da escadaria, havia um enorme portão de ferro que se vê na foto.
Deve haver por aí quem tenha fotografias aí tiradas porque as grandes fotografias de grupo, antes da construção das escadas da frente da Igreja ( cerca de 1960), eram tiradas nas escadas do cemitério.

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Ilustrações dum livro de 1928 (do Padre Silva Gonçalves) (4)






Esta é a fotografia mais interessante do conjunto publicado no livro do Padre Silva Gonçalves. As obras efectuadas entre 1921 e 1925 contemplaram apenas a Capela-mor. A ampliação, refere o Padre da Barca, consistiu em dar-lhe mais 4 metros de comprimento e 1 em altura e mais duas portas e duas janelas.
A torre que se vê na foto não é a actual, visto que não está no meio da fachada principal e não é tão alta... Diz o Padre Joaquim na monografia que a primeira torre, de 1751, devia ter uns quinze metros "da base à grimpa" e teve um acréscimo mais tarde que a levou aos 19 metros (as sineiras primitivas, refere, eram visíveis pelo lado de dentro no seu tempo de rapaz de escola, tapadas a pedra e saibro...)
Na foto vê-se ainda o perfil do escadório do cemitério que foi demolido nas obras de ampliação e parece ter havido plantação de árvores novas no espaço a norte da Igreja, que era separado por um muro. Serão os plátanos que lá temos hoje?
O corpo da Igreja é nitidamente mais baixo que o actual: nas obras iniciadas em 1928 pelo Padre Álvaro Guimarães foi-lhe dada a dimensão que tem  hoje e colocada a torre no centro da fachada principal.

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Ilustrações dum livro de 1928 (do Padre Silva Gonçalves) (3)


Outra ilustração do livro do Padre Silva Gonçalves, mostrando como ficou a Capela-mor da Igreja paroquial depois das obras iniciadas em 1921 e que foi  modificada no final da década de sessenta do sec. XX com as obras de ampliação.

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Ilustrações dum livro de 1928 (do Padre Silva Gonçalves) (2)

Outra ilustração do livro do Padre Silva Gonçalves.

terça-feira, 5 de novembro de 2013

Ilustrações dum livro de 1928 (do Padre Silva Gonçalves) (1)

Publicado em 1928, o livro contém o sermão proclamado em Outubro de 1925 pelo autor, nas cerimónias de inauguração da ampliação e beneficiação da Capela-Mor da Igreja paroquial de S. Miguel das Aves.

Uma das quatro ilustrações do livro é esta fotografia que faz pensar que o portão do Cemitério Paroquial deverá ter sido transferido para norte para a ampliação da Capela-Mor...

Um sermão do Padre Silva Gonçalves, publicado em 1928...


O Padre Silva Gonçalves já foi referido aqui e aqui . 
O sr. Rodrigo da Silva já tinha dado conta, nas Jornadas Culturais a que se refere este último link,  de que o "sermão encomendado pelo benemérito avense Alfredo da Silva Araújo" e "pregado pelo próprio Pe. Silva Gonçalves na ocasião em que se estava a inaugurar uma beneficiação e ampliação da capela-mor da nossa igreja paroquial  - Out. 1925 ", já não sendo o pároco, havia sido publicado a expensas do encomendador.


Esse livrinho, com o título "A Igreja" foi certamente lido pelo Sr. Rodrigo Silva, visto que dele transcreveu uma pequena parte (ver "4as e 5as Jornadas Culturais". 

O que o Sr. Rodrigo não disse é que o livrinho tem ilustrações muito interessantes... 
Já lá iremos....

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

O Colégio de S. Miguel das Aves (séc. XIX)

Encontrado na net: o que aprendiam as alunas e  o enxoval que deviam trazer, encontrado aqui  http://araduca.blogspot.pt/2013/02/da-educacao-das-raparigas.html que com a devida vénia se transcreve

Da educação das raparigas


Quando o século XIX se aproximava do fim, a educação das raparigas continuava dirigida para a sua preparação para o mundo doméstico. A instrução das raparigas das classes mais altas tinha como finalidade prepará-las para o casamento e não para assegurarem o seu sustento. Aprendiam as artes da agulha, bordar e costurar, a tocar piano, a falar francês. Em 1891, o jornal Religião e Pátria publicou um anúncio em que se publicitava um novo colégio, dirigido por Senhoras Salésias, situado em S. Miguel das Aves, distando apenas da estação de Negrelos na linha de Guimarães, o espaço de um pequeno passeio a pé, que prometia uma educação esmerada, assente na solidez de princípios da Religião Cristã, firmeza temperada de carinho e disciplina, esmero em cultivar o espírito e formar o coração. Ali aprenderiam a ler, escrever, contar, sistema métrico, aritmética, português, francês, geografia, história universal, piano, desenho, flores e economia doméstica.

O anúncio indicava os custos mensais da pensão das educandas: uma mensalidade de 8.000 réis, paga em trimestres, antecipadamente, mais 500 réis mensais caso quisessem que a roupa fosse lavada e engomada no colégio e outro tanto para aluguer do piano, caso o não tenham e pretendam estudar aquele instrumento. Livros, medicamentos e outros extras eram pagos separadamente. Particularmente interessante é o rol do enxoval que cada rapariga admitida no Colégio da Visitação de Santa Maria., de S. Miguel das Aves, deveria levar aquando da sua admissão. É o seguinte:

Enxoval que cada educanda deve trazer
1 Leito de ferro,-segundo o modelo do Colégio e que não exceda a 1m,70 de comprido e 0m,75 de largo.
Colchão, enxergão, travesseiro e almofadinha.
6 Lençóis.
3 Fronhas de travesseiro e 3 de almofadinha, tudo liso.
3 Cobertores.
2 Cobertas brancas.
1 Cortinado segundo o modelo do Colégio.
4 Toalhas de rosto.
4 Guardanapos.
6 Camisas de dia.
4 ditas de dormir.
2 Camisolas de malha.
2 Corpos de flanela.
2 Coletes de espartilho.
2 Saias de baetilha, lã ou flanela.
2 ditas de fazenda escura.
6 Pares de calças.
24 Lenços de assoar
12 Pares de meias.
1 Vestido de merino preto.
1 Casaco próprio para Inverno
1 Talher de metal fino.
1 Copo de vidro para água e outro pequeno para vinho
1 Caixa de folha para pentes, escovas de pentes, de dentes, fato e cabelo. Sabonetes, esponja, pós de dentes.
1 Copo para o lavatório.
1 Lavatório de ferro.
1 Bacia de loiça e outra de folha pintada com o número da Educanda.
1 Cadeira para o dormitório.
1 Dita para o trabalho.

Religião e Pátria, Guimarães, 14 de Fevereiro de 1891

terça-feira, 1 de outubro de 2013

Eleições autárquicas 2013

Resultados das  eleições autárquicas de 29 de Setembro, para a Assembleia de Freguesia:
PSD 2180, 49,41%
PS 1489, 33,75%
PCP/PEV 265, 6,1%
CDS/PP 203, 4,6%
Mandatos: PSD 8, PS 5.
Presidente da Junta : Elisabete Faria (pela primeira vez na história da freguesia é eleita uma mulher como presidente da Junta.