terça-feira, 18 de junho de 2013

Há 50 anos foi assim… (O desporto na Vila das Aves, lido na imprensa local ) (11)

(Publicado no jornal Entre Margens)

33 - Março de 1963 – Serzedo 1 – Aves 4. “Não há mal que sempre dure…  A turma principal, que há vários jogos não dava tranquilidade à massa associativa, apresentou toda a gama dos seus recursos.”
A categoria secundária (as Reservas), que ganhou por dois a zero ao Rio Tinto, tem o primeiro lugar garantido.
A propósito da realização de um torneio popular anunciado para breve, o cronista do Jornal das Aves insiste na criação de escolas de iniciação desportiva: “ Hoje é o amanhã que ontem nos esqueceu: será com estas palavras que, qualquer dia, quando precisarmos de uma equipa de juniores organizada, nos havemos de lamentar do pouco ou nada que fizemos”.

34 – Houve surpresa geral com as notícias dos jornais diários, relativas ao Conselho Jurisdicional da A. F. do Porto, que decidiu anular uma decisão anterior que considerava terminado o jogo com o Marco, interrompido ao intervalo com 3 – 0 a favor do Aves… “Isto brada aos céus: um justo a sofrer as consequências dos erros do pecado.” A coisa acabaria de compor-se, mais tarde, com uma decisão superior que confirmou a vitória do Aves.

35 – Valonguense 1 – Aves 1. A nossa equipa encontrou sérias dificuldades, pois “o Valonguense já no nosso campo tinha mostrado que é um grupo que procura mais o homem do que a bola.

36 - Aves 0 – Ermesinde 0. Continuamos a comandar a prova com dois pontos de avanço, apesar da cedência de um ponto a quem nos convinha vencer.
A categoria de reservas venceu o último jogo (Aves 6 – Ramaldense 0) e com ele o título de campeão. Fez, no entanto, um jogo pobre, tendo tido a vantagem de jogar contra nove elementos, já que o adversário não apresentou mais.

37- Perafita 6 – Aves 0. A mais pesada derrota do campeonato, com zero a zero ao intervalo… Que se passou com a equipa candidata ao título? “Não abundam reservistas à altura, … e foram necessários dois”, justificou o cronista. Mas, através de um recorte de um jornal diário, é possível recordar a “linha” (curiosamente indicando uma táctica 3 – 2 -5 ): Soares dos Reis; Domingos, Vieira e Bessa; Fernando e Dieste; Soares, Monteiro, Pereira,   Lourenço e Miranda. Fica-se com a ideia de que quase meia equipa não jogava habitualmente.


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